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Mostra em Paris exibe fotos do Brasil nos tempos do Império | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Museu d'Orsay, em Paris, realiza a exposição O Império Brasileiro e seus Fotógrafos, que reúne cerca de cem fotos de 26 artistas do século 19, a maioria europeus. Esta é a primeira vez que fotos antigas do Brasil são expostas na França. Os primeiros fotógrafos paisagistas começaram a chegar ao Brasil por volta de 1850. "A atividade dos primeiros fotógrafos estrangeiros no Brasil está intimamente ligada à dos pintores chamados de viajantes, que chegaram em grande número ao país a partir de 1810", escreve Pedro Corrêa do Lago, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, no livro sobre a mostra. "Esses artistas queriam mostrar aos europeus imagens pitorescas das regiões mais misteriosas da América do Sul." A continuidade entre o desenho, a estampa e a fotografia pode ser observada logo no início da exposição, que apresenta um desenho do conde de Clarac reproduzindo uma paisagem da floresta virgem na região do Rio de Janeiro, feito em 1815. A ilustração foi recentemente adquirida pelo Museu do Louvre. "Queremos mostrar com esta exposição como a fotografia representa a evolução do Império brasileiro. Após o período colonial, o Brasil se abriu para o comércio e isso favoreceu o desenvolvimento extraordinário de algumas cidades, como Rio de Janeiro, a capital na época", afirma Françoise Heilbrun, curadora-chefe do Museu d'Orsay. Dom Pedro 2º era fotógrafo amador e apoiou o desenvolvimento das artes, das ciências e também da fotografia. Os 58 anos do reinado de Dom Pedro 2º (1841-1889) coincidiram com o desenvolvimento da fotografia no Brasil. O imperador reuniu uma coleção pessoal de mais de 20 mil imagens, que ele deixou à Biblioteca Nacional. A curadora do Museu d'Orsay diz que a vida dos escravos e seu trabalho nas plantações de cafés e nas minas de ouro e diamantes, a construção das cidades e das estradas de ferro e a própria paisagem brasileira representam temas que fascinavam os europeus que compravam essas fotografias. Boa parte das fotos do acervo do Instituto Moreira Salles - que também fazem parte da exposição - foram compradas na Europa, diz ela. |
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