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Atualizado às: 22 de junho, 2005 - 10h41 GMT (07h41 Brasília)
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UE propõe corte de 39% em subsídios do açúcar
Plantação de açúcar no Brasil
Brasil foi um dos países que reclamou dos subsídios na OMC
A Comissão Européia anuncia nesta quarta-feira uma proposta de reforma do sistema de subsídios ao açúcar que prevê a redução em 39% dos preços mínimos garantidos a agricultores e empresas de refino de açúcar em um período de três anos.

A reforma pode causar a redução da produção em alguns países europeus e até mesmo a sua completa eliminação, de acordo com estudos da Comissão Européia.

Os estudos prevêem forte impacto no setor açucareiro da Irlanda, Grécia, Itália e Portugal, “onde a produção de açúcar deve ser drasticamente reduzida ou mesmo gradualmente eliminada”.

No ano passado, a Organização Mundial do Comércio (OMC) acolheu uma queixa do Brasil, da Tailândia e da Austrália segundo a qual os subsídios da União Européia a seus produtores de açúcar são injustos.

Autoridades brasileiras ainda estão avaliando o impacto dessa decisão sobre o setor de açúcar no país – o maior produtor do mundo.

Países da África e do Caribe que têm acordos açucareiros com a União Européia reclamam que suas indústrias do setor devem sofrer um efeito devastador, caso as reformas sejam de fato implantadas.

Três vezes mais caro

Os subsídios açucareiros estão em vigor já há 40 anos.

Hoje os europeus pagam pelo produto um preço três vezes maior do que os vigentes no mercado internacional.

Isso acontece porque os agricultores que plantam beterraba – a matéria-prima do açúcar produzido no continente – recebem uma quantia mínima por sua produção, enquanto as empresas de refinamento também têm uma garantia de preço mínimo.

A Comissão Européia afirma porém que o sistema se tornou insustentável no longo prazo.

O objetivo da comissão é desvincular a produção dos subsídios, como já foi feito com outras áreas da agricultura européia que já passaram por reformas.

Eficiência

As mudanças que a Comissão Européia deve anunciar são significativas.

Aqueles que se mostrarem incapazes de se manter com o novo regime devem receber ofertas de dinheiro para abandonar de vez o setor.

Os produtores isrlandeses, gregos, italianos e portugueses devem ser severamente afetados, na estimativa da própria comissão, assim como, em menor medida, os da Dinamarca, Finlândia e Espanha.

Países onde o setor açucareiro é mais eficiente, como a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha, não devem observar grandes mudanças com o novo regime.

O impacto pode ser mais grave em países pobres que têm acordos com o bloco europeu e com isso se beneficiam com o sistema atual de subsídios e preços mínimos.

É o caso da Guiana, onde a indústria açucareira responde por 17% da economia e emprega 35 mil pessoas.

A reforma do sistema poderia causar a perda de 8 mil empregos no setor, de acordo com a Embaixada da Guiana em Londres.

A UE planeja anunciar um plano para ajuda estes países.

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