|
Zico diz que não existe adversário imbatível | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dois “Zicos” vão estar em campo na quarta-feira. O brasileiro Arthur Antunes Coimbra diz que vai se emocionar ao ouvir o hino nacional. Logo depois, deixa o nacionalismo de lado e vira o técnico do Japão, que só pensa em sair de campo com a vitória sobre o Brasil. “É uma situação delicada. É um jogo decisivo para as duas equipes. Mas o Brasil é sempre um time favorito em todas as competições que participa”, disse. “Mas sempre digo para os jogadores que todos os adversários podem ser vencidos. É preciso força mental, força psicológica, estar bem técnica e fisicamente.” Zico diz que não ficou surpreso com a derrota do Brasil. Para ele, não “existe surpresa no futebol”. Mas ele considera que o time brasileiro sentiu o peso da derrota. “Acho que os jogadores pensavam que iam chegar à partida contra o Japão já classificados. Isso pode fazer a diferença. O peso está sobre eles, não sobre nós”, disse. O treinador, que pela primeira vez vai enfrentar a Seleção Brasileira como técnico, acha que o Japão pode tirar proveito dessa necessidade de o Brasil correr atrás da vitória. Sem planos O Japão está com três pontos. O time venceu a Grécia por 1 a 0 no domingo e perdeu a primeira partida para o México por 2 a 1. Zico, 52 anos, assumiu a Seleção Japonesa em 2002. No ano passado, o treinador ganhou a Copa da Asia, o que lhe garantiu uma vaga na Copa das Confederações deste ano. Ele descarta qualquer mudança em sua carreira até a Copa do Mundo de 2006. Não quer sequer falar de um possível interesse em dirigir a Seleção Brasileira. “Eu estou com o Japão até a Copa do Mundo. Não tenho outros planos, não penso em nada”, disse Zico. “Nem gosto de falar nisso (assumir a Seleção Brasileira). Não é momento para isso.” Segundo ele, não faz diferença para o Japão, que é a primeira equipe asiática a garantir antecipadamente uma vaga para a Copa de 2006, o fato de o técnico Carlos Alberto Parreira ter anunciado que vai trocar parte do time para a partida de quarta-feira. Para Zico, nem assim é possível levar vantagem contra o Brasil. “Não tem como levar vantagem contra o Brasil”, disse. Família Coimbra Quando o assunto é Flamengo, o maior ídolo da história do clube não faz planos, mas assume que gostaria de trabalhar com o time. “De vez em quando dá aquela vontade de trabalhar com o Flamengo. Eu já ajudo hoje em dia, cedendo meu Centro de Treinamento para eles trabalharem”, disse Zico. Não é só o brasileiro Zico que vai estar torcendo pelo Japão. O auxiliar técnico da seleção japonesa, o ex-jogador Edu, irmão de Zico, disse que depois do hino só vai pensar no Japão. “Seremos eternamente brasileiros, mas profissionalmente no campo é que vai decidir. Trabalhamos com o Japão e vamos honrar a camisa”, disse Edu. Outro que está na torcida é Bruno, um dos filhos de Zico, que está acompanhando o pai na Copa das Confederações. Bruno disse que toda a família está torcendo pelo Japão ou melhor, pelo sucesso da família Coimbra. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||