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Atualizado às: 14 de junho, 2005 - 21h54 GMT (18h54 Brasília)
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Rumsfeld admite que Iraque não está mais seguro
Donald Rumsfeld
Secretário responsabiliza países vizinhos por infiltração de militantes
O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, admitiu que a segurança no Iraque hoje não é melhor do que era em 2003, quando Saddam Hussein foi derrubado do governo.

Ele reconheceu que, estatisticamente, as condições não melhoraram e culpou o que classificou de fronteiras porosas pelo problema – os militantes vêm conseguindo reforços que entram a partir de países vizinhos.

Em entrevista à BBC, Rumsfeld disse que a Síria não está fazendo o suficiente para conter a insurgência no Iraque e que o Irã anda se intrometendo na política iraquiana.

Apesar disso, o secretário da Defesa dos Estados Unidos observou que o Iraque já teve marcos históricos importantes, como por exemplo as eleições parlamentares e a formação de um governo.

"O importante é reconhecer que a insurgência será derrotada não pela coalizão, ela será derrotada pelo povo iraquiano e suas forças de segurança", declarou Rumsfeld.

"Isso vai acontecer quando o povo iraquiano começar a acreditar que tem um futuro naquele país."

Pelo menos 22 pessoas morreram e 80 ficaram feridas em um ataque suicida na cidade de Kirkuk, no norte do Iraque, nesta terça-feira.

Guantánamo

Na entrevista à BBC, Rumsfeld também admitiu que as denúncias sobre maus-tratos na base militar americana de Guantánamo, em Cuba, prejudicaram a imagem dos Estados Unidos.

"Sem dúvida a frase 'Guantánamo' hoje em dia tem um significado que é infeliz", disse o secretário.

Ele atribuiu a falta de simpatia internacional com o seu país em grande parte à "injusta" cobertura dos meios de comunicação dos eventos envolvendo os Estados Unidos.

Rumsfeld acrescentou, no entanto, que a imagem negativa também é resultado do que chamou de inabilidade americana em se comunicar e fazer "diplomacia pública".

"Creio que é sempre verdade que o país grande, o país mais poderoso tende a ser o que as pessoas querem derrotar ou subjugar, e isso sempre será assim", afirmou.

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