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'Vovó maratonista' encara etapa russa de volta ao mundo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A maratonista Rosie Swale Pope, de 58 anos, está completando a etapa mais difícil de seu plano de dar a volta ao mundo, após ter alcançado a marca de 13 mil km de percurso. Rosie partiu de sua terra natal, o País de Gales, no dia dois de outubro de 2003 e já percorreu boa parte da Rússia - a parte mais difícil da viagem, onde enfrentou dois invernos rigorosos e temperaturas inferiores a - 45º C. Ela agora se encontra na região mineradora de Yakutsk, na república russa da Yakútia, onde está descansando e desfrutando, pela primeira vez em muitos meses, da cama de um hotel. Após as baixas temperaturas, Rosie agora enfrenta o verão ensolarado e os mosquitos. Sua missão é dar a volta ao mundo percorrendo o máximo de distância possível por terra, sem direito a muitas regalias. Ela não conta com equipe de apoio, tem poucos recursos financeiros e dorme diariamente em uma barraca improvisada à beira da estrada. "Alto astral" Mas, apesar de tudo isso, ela parece estar tão bem-humorada quanto estava há um ano, quando a encontrei em Moscou. "As pessoas estão me mimando ao longo do caminho", disse Rosie, por telefone, de Yakutsk. "Motoristas buzinam e mandam beijos quando passam, caminhoneiros param para me fazer chá e velhinhas me arrastam para suas casas para que eu possa usar o banheiro!" Mas Rosie já enfrentou diversos contratempos, inclusive um atropelamento, em novembro do ano passado - que ela encarou com seu tradicional bom-humor. "Na verdade, tive sorte de ser atropelada", afirmou, aos risos. Após ter sido atropelada por um ônibus, a aventureira foi levada para um hospital local onde foi submetida a um raio X e diagnosticada como estando sofrendo de uma pneumonia dupla. Durante o período em que ficou se recuperando do acidente, Rosie chegou até iniciar uma amizade com o motorista que a atropelou e aceitou a explicação do motorista de que ela estava ziguezagueando pela estrada. O fruto da inusitada amizade foi que o motorista a convidou a ir à sua casa e, assim que ela se recuperou, levou-a de volta ao ponto exato em que ela se encontrava na hora do acidente, a fim de que ela não deixasse de cumprir seu intento de dar a volta ao mundo. Além das ameaças do mundo moderno, a maratonista também já enfrentou riscos provenientes da natureza - como na vez em que sua tenda foi cercada por lobos e na manhã em que viu uma pegada de urso do lado de fora da tenda. A maratonista agora enfrentará uma das mais complicadas fases da etapa russa, quando se dirigir ao nordeste do país, para a região da Chukotka, considerada uma das mais inóspitas do planeta. Rosie não acredita que este será um desafio intransponível, até porque "as pessoas me diziam que tudo que consegui até agora era impossível". |
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