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Japão faz campanha contra terno para combater efeito estufa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma onda de informalidade deve atingir o Japão nas próximas semanas, com uma campanha do governo para convencer os funcionários de escritórios a abandonar os ternos e gravatas durante o verão. A intenção é reduzir o uso de ar-condicionado, em uma tentativa de diminuir e consumo de energia e a emissão dos gases que provocam o efeito estufa. A temperatura e a sensação de umidade chegam a níveis muito altos nos próximos três meses nas cidades japonesas, provocando o uso intenso de ar-condicionado. O Japão, neste momento, está bem aquém de cumprir suas metas no Protocolo de Kyoto e o governo espera conseguir melhorar seu desempenho com a nova companha. Sabendo da resistência dos japoneses a se vestir de forma mais informa – muitos dizem que sentem muito desconfortáveis sem a formalidade dos ternos –, o governo decidiu lançar a campanha e convocar tanto políticos como altos executivos a lançar a moda a moda, batizada de cool biz. A partir deste mês os ministros do governo devem adotar um visual mais casual, usando camisas de botões com colarinho. Os parlamentares também foram convidados a deixar o terno em casa na maioria das sessões. Mas há um precedente desencorajador para a iniciativa - em 1994 o então primeiro-ministro Tsutomu Hata criou a roupa que batizou de "terno para economizar energia", que consistia em um paletó com as mangas cortadas na altura do cotovelo. Poucas pessoas seguiram o exemplo, e o governo de Hata durou apenas 64 dias. |
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