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Atualizado às: 31 de maio, 2005 - 17h00 GMT (15h00 Brasília)
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Fundação do Real Madri quer realizar projetos sociais no Brasil

Clube Real Madri
O clube avalia como Ronaldo pode se envolver no projeto
A Fundação Real Madri está estudando uma proposta de parceria com a Pastoral da Criança para participar de projetos sociais no Brasil. A instituição beneficente do clube de futebol, um dos mais importantes do mundo, está disposta a ajudar a menores carentes brasileiros e quer a colaboração dos craques Ronaldo e Roberto Carlos.

O diretor geral da fundação, Miguel Angel Arroyo, já tem uma proposta por escrito depois de um recente encontro em Madri com a presidente da Pastoral, Zilda Arns, e espera conversar pessoalmente com os jogadores brasileiros do Real para saber se aceitam colaborar com projeto e de que maneira isso poderia ser feito.

A Fundação Real Madri ajuda diretamente a dois mil menores carentes na Espanha e outros dois mil no exterior. Em território nacional, oferece escolinhas de futebol e basquete para crianças com deficiências físicas e imigrantes, com o objetivo de favorecer a integração social.

E em outros países como Bolívia, Equador, El Salvador, Panamá, Chile e Argentina tem centros onde os menores tomam café da manhã, estudam, dormem, almoçam, praticam esporte, têm atendimento médico e psicológico e educação profissionalizante dos 5 aos 17 anos.

Projetos

O projeto piloto aconteceu na Bolívia em 2002 e agora o clube estuda propostas também da Guatemala, do Peru, de Honduras, da República Dominicana, do Marrocos e do Irã, além da brasileira.

"Tivemos a oportunidade de receber a presidente do movimento Pastoral da Criança que foi condecorada com o Prêmio Rei Juan Carlos de Direitos Humanos. Nós nos conhecemos nesse evento e ela nos mostrou sua proposta. Em seu objetivo de expansão pelo Brasil e outros países da América Latina, comentamos a possibilidade de estabelecer algum acordo, que a Fundação Real Madri poderia apoiar. Neste momento estamos estudando a proposta", explicou Arroyo.

Com um orçamento anual de cinco milhões de euros (cerca de R$ 18 milhões), a Fundação Real Madri trabalha em parceria com multinacionais, governos, ONG's e empresários, com a única condição de que o sócio não seja um clube esportivo.

"Damos a tecnologia, formamos profissionais aqui em Madri, ajudamos a procurar patrocínio local, cedemos a imagem do Real Madri e todo o material esportivo. Normalmente temos bastante ajuda das empresas espanholas que têm investimento nesses países", explicou o diretor-geral.

Pobreza
A pastoral realiza trabalhos assistenciais no Brasil

Exército

Outra parceria nos projetos internacionais é com o Exército espanhol. Durante a guerra do Iraque e os recentes conflitos no Afeganistão e Haiti, o Real Madri abriu escolinhas para crianças onde os soldados eram os monitores.

"Ajudamos as crianças a passar pelo mau momento e o Exército também se beneficia porque o futebol vira uma forma de aproximação com a comunidade. Sempre que há uma missão humanitária das tropas espanholas, colaboramos. Estivemos recentemente na Argélia onde houve um terremoto e acabamos trazendo 20 crianças para conhecer o ídolo delas: Zidane", disse Arroyo.

Na Espanha há centros em sete províncias, além dos projetos especiais como o dos presídios. Escolas de futebol e basquete em todas prisões da província de Madri, masculinas e femininas; uma iniciativa pioneira entre clubes de futebol.

Também campanhas de arrecadação de brinquedos, material escolar e esportivo para hospitais e instituições para menores carentes em Kosovo, Moçambique, Honduras, Guatemala e Marrocos.

O único problema das escolinhas de integração social é convencer os parentes das crianças de que o objetivo é ajudá-las a divertirem-se e integrarem-se, e não descobrir um futuro craque.

"Tem que jogar todo mundo, quem é bom e quem é ruim. E sem substiuições, todos jogam o tempo inteiro. Não procuramos novos Ronaldos, mas os pais não entendem bem isso. Todo mundo quer ver seu filho como um galático do futuro. Isso é o mais difícil", completou o diretor.

Quem tem a tarefa de ajudar a esclarecer esse mal entendido é o preparador físico paulista José Antonio Dourado, o único professor brasileiro da escolinha da Fundação Real Madri.

"Essa é uma escolinha de futebol, uma escolinha de futebol da Fundação Real Madri, não é o clube Real Madrid. O nível de exigência de uma escola é diferente do de um clube. No clube o garoto tem que render! Aqui é iniciação ao esporte, integração social, desenvolvimento das capacidades físicas e sociabilização".

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