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Atualizado às: 27 de maio, 2005 - 01h52 GMT (22h52 Brasília)
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Japão e Brasil querem acelerar resolução "flexível" do CS

Luiz Inácio Lula da Silva e Junichiro Koizumi (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Luiz Inácio Lula da Silva e Junichiro Koizumi em Tóquio (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Em comunicado divulgado após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, os dois líderes reiteraram que vão apoiar mutuamente suas candidaturas para um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Eles disseram também que vão acelerar os esforços para a adoção, até setembro, da resolução “amplamente flexível” apresentada pelos dois países junto com Alemanha e Índia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na quinta-feira no Japão que a reforma da ONU é “inadiável” e que é natural que os dois países lutem juntos por esse objetivo.

A declaração de Lula foi feita durante discurso no Parlamento do Japão.

Aplausos

Lula arrancou aplausos dos parlamentares ao reforçar o apoio à "democratização” do Conselho de Segurança – a exemplo do Brasil, o Japão também está pleiteando uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

“Todos devem compreender que um Conselho de Segurança que não reflita a atual realidade, que não assegure representação adequada a países em desenvolvimento, terá sua legitimidade contestada em detrimento do multilateralismo que queremos reforçar”, disse o presidente.

Lula aproveitou para parabenizar o empenho do governo do primeiro-ministro Junichiro Koizumi pelo diálogo e o envolvimento japonês para reduzir as tensões entre a Coréia do Norte e a Coréia do Sul.

“O Brasil tem igualmente procurado dar sua contribuição à paz e à harmonia, especialmente em nossa região”, disse o presidente.

Comércio

 É natural que Japão e Brasil se apóiem mutuamente nesse processo inadiável de atualização das instituições das Nações Unidas.
Luiz Inácio Lula da Silva

Como essa viagem tem um grande foco na área de comércio e investimentos, Lula não deixou de citar em seu discurso indicadores econômicos positivos no Brasil.

Ele salientou que deseja que o Brasil volte a ser prioridade nos investimentos feitos pelos japoneses e que não quer que eles vejam o Brasil apenas como uma fonte de matéria-prima.

O Brasil já teve uma corrente de comércio considerável com o Japão, mas os negócios diminuíram muito nos últimos anos.

O Japão representou menos de 5% das importações brasileiras no ano passado, perdendo mercado para a China.

A importância das importações do Brasil na balança comercial japonesa também é pequena. Segundo os dados do Ministério das Finanças do Japão, apenas 0,8% dos que os japoneses importam é de origem brasileira.

Imigrantes

Lula também agradeceu aos parlamentares japoneses “o apoio que eles têm prestado aos brasileiros que vivem no Japão para ter a oportunidade de se integrar na sociedade japonesa, da mesma forma que os imigrantes japoneses tiveram no Brasil”.

Muitos imigrantes brasileiros encontram dificuldades para se adaptar à sociedade japonesa e, por serem estrangeiros, ficam muitas vezes sem a assistência adequada do Estado.

Segundo Lula, medidas de apoio na área de educação, saúde e previdência social que beneficiaram esses brasileiros que moram no Japão permitirão que eles possam ter “um futuro melhor”.

“Solidariedade e cooperação na adversidade são os valores que nos uniram no passado. Devem ser os mesmos princípios a nos guiarem no momento em que estamos lançando a parceria entre os nossos povos”, observou.

O presidente ainda prestou uma homenagem ao deputado paulista Paulo Kobayashi, falecido recentemente e que era descendente de japoneses.

Nesta sexta-feira, Lula recebe representantes da Liga Parlamentar Brasil-Japão. No mesmo dia, ele tem encontros com empresários locais e um almoço oferecido em sua homenagem pelo imperador Akihito.

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