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Atualizado às: 27 de maio, 2005 - 20h55 GMT (17h55 Brasília)
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Crime começa em média aos 13 anos, diz pesquisa
Jovem armado
As pesquisas do antropólogo começaram no Rio de Janeiro (Fotos: Luke Dowdney)
Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira em Londres mostrou que a média de idade da entrada de crianças no crime é em torno dos 13 anos em países como o Brasil.

O antrópologo inglês Luke Downey, autor da pesquisa que virou um livro, colheu durante um ano depoimentos de centenas de pessoas em dez países que não encontram-se em situação de guerra mas que, segundo ele, sofrem problemas como pobreza e marginalização.

"Não é delinqüente, não é criança-soldado, mas é barra pesada e está acontecendo em vários lugares do mundo", diz Downey.

Para escrever Nem Guerra nem Paz – Comparações internacionais de crianças e jovens envolvidos em violência armada organizada, Luke Downey conversou com integrantes de gangues como Comando Vermelho, no Rio, Mara Salvatrucha, em El Salvador, Bloques Cacique Nutibara, em Medellín (Colômbia), Egbesu Boys, na Nigéria, e The Black Gangster Disciples, em Chicago (Estados Unidos).

“Existem dezenas de fatores que explicam porque os jovens se envolvem com a violência armada, mas outros tantos, às vezes até mais fortes, que explicam porque eles não se envolvem. E para cada fator de risco nós temos que descobrir um fator de proteção. A pesquisa agora nos dá uma posição muito mais segura para pensar em soluções”, afirma o antropólogo, que contou com apoio do Viva Rio e de organizações internacionais como a Save the Children e a Fundação Ford para realizar o trabalho.

Treinamento no Brasil

A equipe que trabalhou no livro recebeu, segundo Luke Downey, treinamento (de abordagem dos jovens e segurança) no Rio de Janeiro e depois seguiu para os demais países para realizar as entrevistas.

Nem Guerra nem Paz é dividido em três partes: a primeira com comparações entre os grupos investigados em cada país; a segunda descreve a participação de crianças e adolescentes nestes grupos; e a terceira compara políticas públicas e projetos da sociedade civil; concluindo com recomendações sobre como tratar o problema.

O livro tem ainda capítulos individuais para cada país.

No caso do Brasil, a obra ressalta as diferenças sociais existentes e a falta de perspectiva sobre o futuro, comum entre a maioria dos jovens que optam pelo crime.

O livro cita projetos comunitários realizados com jovens no Brasil, mas ressalta o aumento (entre 2002 e 2003) do número de mortes de jovens negros (em ações de violência por parte da polícia e em gangues) entre 15 e 19 anos na cidade.

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