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Scolari diz que Figo tem lugar cativo na seleção portuguesa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Enquanto que para o técnico do Real Madrid, Vanderlei Luxemburgo, o meio-campo Luis Figo só serve para ficar no banco de reservas, para o pentacampeão Luiz Felipe Scolari o jogador tem lugar reservado na seleção portuguesa. Após 10 meses fora da equipe lusa por vontade própria, Figo foi convocado para os jogos contra a Eslováquia e contra a Estônia, nos dias 4 e 8 de junho, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, aceitando um pedido feito pelo próprio Scolari. “Ele é um grande jogador, é uma liderança, é um atleta que ainda tem muito a dar à seleção do seu país, em todos os sentidos, não somente dentro de campo. E nesse momento ele entendeu que a solicitação que fez no final da Euro 2004 já podia ser mudada”, explica Felipão, se referindo ao pedido do jogador de ficar fora das convocações nos últimos meses. Para o treinador da seleção portuguesa, a situação delicada que Figo vem atravessando no Real Madrid não afeta sua posição de titular na seleção. “Neste momento, a titularidade no Real Madrid ou a mudança de clube não altera nada. Ele está nesta convocatória e, se não estiver lesionado, ele estará em todas as convocatórias daqui para a frente, jogando bem ou mal, jogando ou não num clube. Interessa que o Figo saiba que tem confiança minha em qualquer situação em que ele estiver”, afirmou o treinador brasileiro. Eliminatórias Segundo Felipão, os dois próximos jogos pelas eliminatórias - contra Eslováquia e a Estônia - são fundamentais no caminho da seleção portuguesa para a Copa do Mundo. “Penso que se nós vencermos os dois jogos, teremos 90% da classificação assegurada. São jogos dificílimos, em que os atletas deverão dar tudo”. Depois dessa rodada, ficam faltando para os portugueses apenas quatro partidas para o final da fase classificatória da Copa do Mundo de 2006. Os comentários em Portugal são de que os jogadores estão cansados por estarem em final de temporada – normalmente o período de férias é o mês de julho. Os jogadores reclamam da carga de jogos, muitos deles com mais de 50 partidas. O excesso de jogos, no entanto, não deve afetar o desempenho dos jogadores, como argumenta Scolari. “Afeta um pouco, mas psicologicamente. Tem que acabar aqui na Europa com essa história de que com 50 jogos os jogadores não tem mais condições de jogar. Cinqüenta jogos nada mais é que um jogo por semana", e completou: "No Brasil nós jogamos muitas vezes 90 jogos e ninguém fica reclamando. Tem que ter um cuidado especial com o corpo. Tem que ter um pouco mais de disciplina com o corpo, porque quem vive do futebol vive do corpo. Os treinamentos são muitas vezes piores do que os jogos”. |
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