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Furlan defende uso do álcool nos Estados Unidos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, defendeu nesta terça-feira em Washington o aumento do uso de álcool combustível nos Estados Unidos, aproveitando a experiência brasileira de mistura de etanol na gasolina e do motor FlexFuel, que usa qualquer combinação de combustível. Furlan – que participava da conferência do Conselho das Américas – provocou risos na platéia composta de executivos, consultores de empresas e diplomatas ao defender o álcool como um combustível "limpo e democrático". "Os Estados Unidos importam todos os dias uma quantidade muito grande de combustível, e não de regiões democráticas", afirmou, salientando que a afirmação "não era politicamente correta". "Seria possível fornecer energia limpa de regiões boas, como o Mercosul, espaços amigáveis, com um compromisso de longo prazo, onde você também pode investir e ter sua propriedade. Por que não? Nós precisamos de cooperação nisso", completou. Ele disse que o Protocolo de Kyoto, que estabelece metas para a redução de emissão de gases que provocam o efeito estufa, está abrindo novos mercados para o uso de etanol. O Conselho das Américas é uma organização que defende o livre comércio e o livre mercado na região. Em discurso na semana passada, o presidente americano, George W. Bush, mencionou o uso do etanol como umas das alternativas para diminuir a dependência do país em relação ao petróleo importado. Comércio sem Alca Furlan também almoçou com o secretário de Comércio Carlos Gutierrez, e disse que os dois conversaram sobre maneiras de incrementar o comércio bilateral mesmo sem a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). "Estamos cultivando uma relação B2B (business to business, ou de negócios)", disse Furlan, que convidou o secretário americano para visitar o Brasil. O ministro disse que o real valorizado reduz a competitividade de alguns setores exportadores, mas não acredita que o governo vai tomar nenhuma "medida brusca", como ele definiu, em relação ao câmbio, que nesta terça-feira rompeu a barreira dos R$ 2,50 e fechou cotado em R$ 2,493. "Vamos dobrar o comércio exterior em quatro anos e estamos trabalhando para desonerar as empresas para que ganhem competitividade de forma mais permanente", afirmou Furlan. |
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