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Britânicos certificam soja do Brasil para preservar Amazônia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo conservacionista americano, o The Nature Conservancy, e o governo britânico lançaram um plano de certificação com o objetivo de garantir que a produção de soja na Amazônia brasileira seja compatível com a preservação do meio ambiente. Ambientalistas culpam a expansão da cultura da soja na região pela destruição da floresta Amazônica. O correspondente da BBC no Brasil, Tom Gibb, afirma que o plano vai dar certificados a fazendeiros que observam as leis ambientalistas brasileiras. Entre as medidas previstas estão manter a floresta intocada em 80% de suas terras e preservar fontes de água. Contraproducente De acordo com o correspondente da BBC, ambientalistas estão preocupados com a possibilidade de o plano ter um efeito contrário, estimulando a produção de soja, e não limitando-a. O grupo Greenpeace afirma que a produção de soja na Amazônia é, por definição, extremamente danosa ao meio ambiente, e não é sustentável. O Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo, atrás dos Estados Unidos. O aumento da demanda por parte da China nos últimos anos fez com que aumentasse a produção de soja no Brasil. O governo britânico diz que está financiando parte do projeto porque a soja brasileira também é exportada para a União Européia. A multinacional Cargill, que tem feito lobby pela construção de portos na Amazônia para a exportação de soja, também está envolvida no projeto. Ambientalistas também estão preocupados com a forma como o projeto será supervisionado. Alguns projetos de certificação para extração de madeira, por exemplo, acabaram servindo como cobertura para exportação ilegal. |
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