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Atualizado às: 22 de abril, 2005 - 20h57 GMT (17h57 Brasília)
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Loja em Paris é 'prova de fogo' para Natura

croquis da loja
Croquis da loja da Natura em Saint-Germain-des-Près
Após acelerar o processo de internacionalização da marca na América Latina, a Natura se lança agora na conquista da Europa.

Na noite desta sexta-feira, a empresa brasileira de cosméticos inaugurou, com uma festa em Paris, sua primeira loja mundial.

A loja parisiense, chamada de Casa Natura, servirá como teste para eventuais investimentos em outros países europeus, como a Alemanha, a Inglaterra e a Itália.

A data para lançamento de seus produtos no varejo parisiense não foi escolhida por acaso: o dia do descobrimento do Brasil.

“Temos um ambicioso projeto de expansão internacional”, disse à BBC Brasil o diretor-presidente da Natura, Alessandro Carlucci, acrescentando que a Natura não tem o objetivo de administrar uma grande rede de varejo, com centenas de franquias, como ocorre com a marca inglesa Body Shop, por exemplo.

A loja na capital francesa, de 200 metros quadrados, está situada no bairro de Saint-Germain-des-Près, uma das áreas mais nobres da cidade, e fica próxima a “rivais” como a própria Body Shop e a francesa L’Occitanne.

'Bem-estar'

No Brasil e em outros países da América Latina (Argentina, Chile, Peru e Bolívia e, a partir do segundo semestre deste ano, também no México) a empresa atua na venda direta, realizada por consultoras, o chamado sistema “porta-a-porta”.

A empresa ainda não definiu o modelo de sua expansão comercial na Europa.

“Poderemos talvez desenvolver um modelo híbrido, que mescle a venda direta e lojas próprias”. Afinal, o objetivo “não é ter apenas uma loja para constar na nossa lista de endereços”, diz ele.

A marca pretende ganhar relevância no concorrido mercado francês e europeu em geral.

Para isso, espera se sobressair por meio de sua imagem ligada ao “bem estar”, colocando em evidência seus produtos ecológicos e também o desenvolvimento social das comunidades que fornecem matérias-primas à empresa.

“A Alemanha é muito receptiva a essas preocupações ecológicas”, diz Carlucci, sinalizando os eventuais próximos alvos da Natura na Europa.

Investimentos

Paris, “berço mundial da cosmetologia”, como diz o fundador da Natura, Luiz Seabra, foi escolhida como uma "prova de fogo" para a aceitação dos produtos da marca.

E como a venda direta na área de cosméticos não tem uma tradição importante no mercado francês, a empresa decidiu abrir sua própria loja.

Os investimentos previstos na França para os próximos três anos são de 16 milhões de euros (cerca de R$ 56 milhões).

Antes mesmo de inaugurar sua loja, os produtos da Natura já estariam fazendo algum sucesso em Paris, segundo Carlucci.

Na tarde de sexta-feira, pessoas chegaram a fazer fila em frente à butique, toda decorada para a festa desta noite, que contou até com uma cachoeira na calçada.

Em razão da movimentação, a loja decidiu abrir suas portas à tarde durante algumas horas e atraiu "inúmeros" clientes, segundo ele.

Os produtos também estão sendo comercializados temporariamente na loja de departamentos Printemps, que realiza até 7 de maio uma operação comercial com artigos brasileiros.

Segundo Carlucci, a Printemps teve de autorizar a Natura a reabastecer seu estoque antes do previsto, porque alguns artigos já haviam se esgotado logo nos primeiros dias.

Pitanga e andiroba

Inicialmente, a Natura venderá em Paris 70 artigos da linha Ekos, cerca da metade deles desenvolvidos especialmente para o mercado francês, como cremes para o rosto, máscaras de argila para os cabelos e também novas texturas de cremes hidratantes para o corpo, como os “leites” de andiroba e castanha e as “geléias” de pitanga e de andiroba, ou ainda variações de óleos para o corpo.

Alguns produtos desenvolvidos para o consumidor francês serão vendidos no Brasil.

A Natura também deverá vender perfumes na França.

A decoração da Casa Natura, assinada pelo arquiteto Arthur Casas, possui cipós da Amazônia (após autorização do Ibama, como prefere frisar Carlucci). O piso foi realizado com madeiras de uma fazenda de 150 anos que havia sido demolida.

No segundo andar há um espaço para massagens e também uma área cultural, com livros e discos brasileiros, onde se pode degustar um cafézinho ou sucos de frutas.

A Natura tem 400 mil consultoras no Brasil e faturou no ano passado R$ 2,5 bilhões.

As vendas externas correspondem hoje a 3% das vendas. A longo prazo, a empresa espera que esse percentual suba para 30%.

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