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Atualizado às: 13 de abril, 2005 - 16h15 GMT (13h15 Brasília)
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Nike revela lista de fornecedores para melhorar sua imagem
Nike
Nike pagou U$ 1,5 milhão para resolver disputa judicial em 2002
A Nike, empresa americana de artigos esportivos, revelou a lista dos seus mais de 700 fornecedores no mundo em uma tentativa de melhorar sua imagem na área de responsabilidade corporativa.

A decisão tem como objetivo rebater críticas persistentes enfrentadas pela Nike, de que a empresa explora trabalhadores no mundo em desenvolvimento.

As informações divulgadas pela Nike estão no relatório de 108 páginas publicado pela empresa nesta quarta-feira, que também traz dados sobre a diversidade de seus funcionários, cuidados com o meio ambiente e investimentos nas comunidades locais referentes ao ano fiscal de 2004.

Sindicalistas, representantes de ONGs, acadêmicos, investidores e líderes comunitários foram convidados a participar da elaboração do levantamento.

Esse é o primeiro documento sobre responsabilidade corporativa desde que a empresa foi processada em 2002 por Mark Kasky, um ativista de São Francisco, que acusou a fabricante de artigos esportivos de propaganda enganosa porque dizia que estava protegendo os direitos trabalhistas de seus funcionários no Vietnã, China e Indonésia – o que não era verdade, segundo Kasky.

Para resolver a disputa judicial, a Nike acabou pagando U$ 1,5 milhão para a um grupo de monitoramento das condições de trabalho industrial, chamado Fair Labour Association.

"Ficamos em silêncio nos últimos três anos por causa do processo Kasky. Então estamos usando esse relatório para recuperar o tempo perdido e desenhar uma pintura mais completa", disse Philip H. Knight, fundador da Nike, na carta de abertura do levantamento.

Para Hannah Jones, vice-presidente da Nike, a revelação da cadeia de fornecedores "é um passo na direção da maior eficiência no monitoramento", embora ela destaque que "nenhuma empresa pode resolver problemas que são endêmicos em nossa indústria".

Trabalho infantil

Nas 569 auditorias conduzidas para o relatório, foram registrados problemas, por exemplo, na carga de horário dos empregados.

"A Nike criou uma força-tarefa interna para examinar o ciclo de negócios inteiro a fim de identificar oportunidades para melhorar a obediência ao Código de Conduta", diz o texto.

Quanto ao trabalho infantil, o relatório afirma que é rara a violação dos limites mínimos de idade – 18 anos para calçados e 16 para vestuário, segundo definição da Nike.

A companhia ainda destaca que continua apoiando o Protocolo de Kyoto, reduzindo emissões de gases que contribuem para a mudança climática.

A meta é diminuir as emissões de CO2 em 13% em 2005.

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