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Experiência comunista selou escolha de Wojtyla, diz especialista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A experiência do então arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtyla, na relação com autoridades comunistas e a necessidade de a Igreja ter uma política para as populações católicas do Leste Europeu foram fatores decisivos na sua escolha como papa, em 1978. A opinião é do especialista em assuntos do Vaticano Francisco Pimentel. Pimentel disse que houve uma polarização entre os cardeais encarregados de escolher o sucessor de João Paulo, que ficou apenas 33 dias no cargo. "Quando o conclave começou, em outubro de 1978, surgiram dois candidatos: o arcebispo (Giuseppe) Siri, um conservador tradicionalista, e o arcebispo (Giovanni) Benelli, progressista." Escolha "Não havia maioria nem para um, nem para o outro", diz Pimentel. "A uma certa altura, o arcebispo (Franz) Koenig, de Viena, sugeriu que se levasse em conta o arcebispo Wojtyla, que era bem conhecido, como professor de teologia, filósofo, professor de uma universidade na Polônia, um pastor e um poliglota." "Durante o reinado de Pio 12, o comunismo havia sido condenado. Quanto menos se lidasse com ele, melhor. Mas o comunismo tinha durado de 1917 até aquela época, então tinha que haver uma política para se lidar com essas populações católicas, cristãs, no bloco do Leste Europeu." "Quando a votação foi feita os cardeais todos se bandearam para o novo candidato, Wojtyla, e em pouco tempo ele conseguiu 100 votos de 111", conta Francisco Pimentel. "A eleição de um cardeal de um país comunista em uma Europa dividida pela Guerra Fria causou sensação na época", lembra o especialista em Vaticano Francisco Pimentel. |
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