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Liga Árabe deve renovar proposta de paz a Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Liga Árabe deve reapresentar a Israel – na reunião da entidade que acontece nesta terça e quarta-feira em Argel, capital da Argélia – a proposta de trocar terra por paz feita inicialmente há três anos, na reunião da liga em Beirute, no Líbano. A proposta prevê a normalização das relações entre Israel e as 22 nações árabes, se os israelenses se retirarem dos territórios palestinos ocupados na guerra de 1967. Até hoje, apenas Egito e Jordânia assinaram tratados formais de paz com Israel. A Jordânia tentou apresentar uma proposta mais ousada para esta reunião, mas a idéia foi recusada pelos outros países, que temem a aparência de estarem fazendo concessões demais sem uma contrapartida dos isralenses. Segundo relatos publicados na imprensa árabe, a proposta jordaniania incluiria a desistência de volta dos refugiados palestinos e a cessão definitiva de Jerusalém aos israelenses. Pelo menos 12 chefes de Estado devem participar do encontro na Argélia. Síria A Liga Árabe deve também oferecer solidariedade à Síria contra as sanções que estão sendo impostas ao país pelos Estados Unidos, e declarar apoio ao Líbano, que passa por um momento delicado internamente. No entanto, o tema da retirada das tropas sírias de território libanês - processo iniciado com o assassinato do ex-primeiro ministro do Líbano Rafiq Hariri, em fevereiro – não está na agenda do encontro e deve ser evitado na reunião. Outro tema que também deve estar presente é a reforma da própria Liga Árabe, que enfrenta problemas financeiros devido aos atrasos nas contribuições de alguns dos países membros. O secretário-geral da entidade, Amre Moussa, deve apresentar um proposta de reforma administrativa e financeira da Liga Árabe. No campo econômico, devem ter destaque as discussões sobre a formação da Área de Livre Comércio dos Países Árabes. Seqüestro A ONG Repórteres Sem Fronteiras enviou uma carta a Moussa sugerindo que os países membros da Liga Árabe também façam uma apelo pela libertação da jornalista francesa Florence Aubenas e seu interprete iraquiano, Hussein Hanoun Al-Saadi, seqüestrados no Iraque em 5 de janeiro deste ano. A organização também pediu a libertação de oito jornalistas árabes presos em seus países por crimes ligados ao exercício da profissão. "Em quase todos os países da região - do Marrocos a Omã - difamação e outros crimes da imprensa são punidos com sentenças de prisão, contrariando recomendações da ONU e padrões internacionais. As autoridades nestes países comumente usam vários métodos repressivos contra jornalistas", diz a carta. |
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