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Diretor de agência da ONU nega denúncia de assédio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), Ruud Lubbers, contestou acusações de abuso sexual feitas contra ele num relatório confidencial. Lubbers disse a repórteres em Nova York que as alegações são "caluniosas" e que ele não vai renunciar. O alto funcionário da ONU se referia a uma reportagem do jornal britânico The Independent, que publicou detalhes de um relatório confidencial interno que o acusa de um padrão de assédio sexual. Lubbers fez os comentários ao sair de uma reunião com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Ele disse que Annan pediu que ele ficasse até o fim do seu mandato, no final deste ano. O diretor da agência pda ONU para refugiados disse que a explicação dele sobre o incidente foi convincente para o secretário porque "havia duas testemunhas na sala que viram claramente que eu conduzi a senhora para fora da sala com a minha mão nas costas dela e foi só isso". Contato "involuntário" O relatório confidencial alegava que Lubbers havia tido contato físico involuntário com a funcionária da sede do Acnur em Genebra, na Suíça. Segundo o documento, alegações feitas por outras funcionárias indicavam um padrão de assédio sexual, embora apenas uma tenha apresentado uma queixa formal. A investigação interna também concluiu que Lubbers tentou influenciar o resultado do relatório. Annan recebeu o relatório no ano passado, mas não considerou as provas suficientes. As alegações vêm à tona num momento em que a ONU está sob pressão por causa de denúncias de abusos sexuais cometidos por forças de paz no Congo e por acusações de má gestão e corrupção no programa Petróleo por Comida, do Iraque. |
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