|
Mandela faz apelo contra pobreza a líderes do G-7 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder sul-africano Nelson Mandela fez nesta quinta-feira um apelo aos líderes do grupo G-7 – que reúne os países mais ricos do planeta e que vai se encontrar em Londres na sexta-feira – para que "não hesitem" no combate à pobreza. "Eu digo a todos esses líderes: não olhem para o outro lado, não hesitem. Reconheçam que o mundo está faminto por ações, não palavras. Ajam com coragem e visão", afirmou Mandela, que participou no Trafalgar Square, em Londres, do evento "Make Poverty History" (transforme a pobreza em história, na tradução literal). Mandela, que anunciou a sua aposentadoria da vida pública em junho do ano passado, andou até o palco apoiado em uma bengala e começou o seu pronunciamento em um tom bem-humorado. "Eu realmente não deveria estar aqui", afirmou o líder de 86 anos, acrescentando que "enquanto pobreza, injustiça e grandes desigualdades persistirem no mundo, ninguém pode descansar realmente". Bob Geldof Os organizadores do evento pedem o cancelamento da dívida externa dos países pobres, além do cumprimento das metas de combate à pobreza assumidas pelos países ricos. Mandela foi apresentado ao público pelo cantor Bob Geldof, o organizador do Band Aid e do Live Aid, que levantaram fundos para o combate à fome na África. "Estou cansado da política boazinha. Quero uma política de respeito", disse Geldof antes de chamar Mandela, o "presidente do mundo", ao palco. O líder africano pediu mais justiça no comércio internacional e chegou a comparar a pobreza à escravidão e ao apartheid, a política de segregação racial na África do Sul que ele ajudou a derrubar. "Como a escravidão e o apartheid, a pobreza não é natural. É criada pelo homem e pode ser erradicada e superada pelas ações das pessoas", disse Mandela. O comício reuniu cerca de cinco mil pessoas na famosa praça londrina, muitas carregando cartazes de organizações não-governamentais como Action Aid, Christian Aid e até do partido comunista. O encontro do G-7 em Londres vai reunir na sexta-feira ministros da Economia da Grã-Bretanha, da Alemanha, da Itália, dos Estados Unidos, da França, do Japão e do Canadá. O Brasil, representado pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, participa como convidado deste encontro. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||