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Atualizado às: 03 de fevereiro, 2005 - 08h50 GMT (06h50 Brasília)
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Grupos islâmicos no Brasil tentam se afastar de radicais

O seqüestro
O engenheiro brasileiro está seqüestrado no Iraque
As entidades da comunidade islâmica brasileira, que se mobilizaram para ajudar o engenheiro brasileiro seqüestrado no Iraque, têm se esforçado para evitar qualquer relação entre os muçulmanos no Brasil e o extremismo de grupos radicais.

“Nossa grande preocupação é cuidar para que nenhuma dessas entidades esteja ligada a qualquer grupo radical”, afirma Mohamed Zoghbi, diretor da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil. “É uma preocupação nossa tentar eliminar essa imagem de radicalismo.”

A federação islâmica brasileira estima que cerca de 1,5 milhão de muçulmanos vivem no país. Uma das reclamações dessa comunidade é a falta de informações sobre a religião para a população do Brasil.

Para o empresário Kamal Osman, membro da comunidade islâmica de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, o teor negativo de parte das notícias veiculadas no Ocidente sobre o mundo árabe acaba tendo um efeito positivo.

“A mídia poderosa está na mão dos inimigos dos árabes”, diz o empresário. “As pessoas começaram a pesquisar, a estudar o Islã e chegaram à conclusão de que não era aquilo que a mídia quis transmitir.”

Constrangimento

Em meio ao esforço para espalhar uma imagem positiva do islamismo, os muçulmanos brasileiros receberam com indignação a notícia do seqüestro do engenheiro João José Vasconcelos Júnior no Iraque.

“Nós ficamos constrangidos com esse problema, ficamos tremendamente chocados com essa questão de seqüestro do brasileiro”, afirma Zoghbi. “A comunidade está fazendo todo o possível para que isso acabe de forma pacífica.”

“Nós não consideramos grupos islâmicos esses grupos radicais no Iraque porque o islamismo não prega esse tipo de conduta”, diz o diretor da entidade brasileira.

Para o dirigente da Federação das Associações Muçulmanas, o Iraque enfrenta uma crise política que pode ser resolvida de outra forma, sem ações extremistas.

O presidente da Liga da Juventude Islâmica do Brasil, Mohamad Chedid, também proclama o direito da população iraquiana de defender o país, mas diz que é preciso respeitar limites na defesa da soberania do Iraque.

“Há pessoas que não têm limites, não conseguem se segurar: a raiva deles ultrapassa o limite do direito”, afirma Chedid. “Então, acabam cometendo alguns deslizes, alguns erros, que acabam prejudicando até a sua causa.”

Futuro

Outra preocupação da comunidade islâmica brasileira é com o futuro. O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Iraque, Jalal Chaya, diz acreditar que a situação no Iraque deve melhorar agora que as eleições no país já foram realizadas.

De acordo com Chaya, a maior expectativa é por um cenário de maior segurança no Iraque, já que a violência tem afastado empresas estrangeiras do país.

O presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana de São Paulo, Ahmad Aref Latif, cita as recentes eleições realizadas nos territórios palestinos e no Iraque como “marcos históricos”.

“Nossa esperança, nosso apelo, é que isso se estenda para o resto do mundo árabe, para que possamos acabar com o radicalismo, para que a gente possa viver junto com o mundo ocidental de uma forma fraternal”, afirma Latif.

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