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Atualizado às: 26 de janeiro, 2005 - 20h02 GMT (18h02 Brasília)
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Senado dos EUA aprova indicação de Condoleezza

Condolleeza Rice
Rice foi sabatinada por democratas antes de ser indicada
A indicação da conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, para o cargo de secretária de Estado foi aprovada pelo Senado americano nesta quarta-feira por 85 votos a 13.

A maioria republicana (55 das 100 cadeiras no Senado) já garantia a aprovação de Condoleezza Rice para o cargo, mas ainda assim 12 democratas e um senador independente votaram contra a nomeação, a maioria deles citando a atuação dela em relação à guerra no Iraque.

Durante a sabatina, na semana passada, e o debate no plenário do Congresso, na terça-feira, Rice foi acusada por democratas de mentir sobre os motivos que levaram os Estados Unidos a invadir o Iraque quando era assessora do presidente para assuntos de segurança.

Em entrevista coletiva duas horas antes da votação que aprovou a escolha de Condoleezza Rice, o presidente George W. Bush foi questionado sobre o assunto e defendeu a indicação.

Apelo

"Ela (Condoleezza) é uma pessoa honrosa, uma excelente funcionária pública e será uma grande secretária de Estado", afirmou Bush sobre Rice.

"Eu faço um apelo ao Senado para que aprove a confirmação de Condoleezza Rice e de Alberto Gonzales", disse o presidente duas vezes durante a entrevista coletiva de 48 minutos, a primeira desde que iniciou o segundo mandato, na semana passada.

A indicação de Alberto Gonzales para a Secretaria de Justiça também vem sendo muito criticada por democratas e, nesta quarta-feira, dois dos mais importantes jornais americanos, o Washington Post e o New York Times, pediram em editorial aos senadores que votem contra a escolha.

“O passado de Alberto Gonzales o desqualifica para o papel de representar o sistema de Justiça americano perante o resto do mundo. O Senado deveria rejeitar sua nomeação”, afirma o New York Times.

"Gonzales confirmou que o governo Bush está violando direitos humanos como uma questão de política (de governo)", diz o Washington Post.

Ele é acusado de, quando era assessor do presidente George W. Bush, ter escrito o memorando limitando o conceito de tortura que, na avaliação de alguns, abriu o caminho para abusos como os cometidos por tropas americanas na prisão de Abu Graib, no Iraque.

Na sabatina no Comitê de Justiça, Gonzales disse que era contra "tortura e abuso", mas, nas explicações por escrito que mandou depois, afirmou que a Constituição americana, que proíbe esses procedimentos, não se aplica a cidadãos estrangeiros presos fora do país.

A maioria de 10 a 8 para os republicanos na Comissão de Justiça do Senado garantiu a aprovação de Gonzales, mas os democratas votaram em peso contra ele. Uma divisão semelhante é esperada quando a confirmação for para a votação no plenário do Senado, na próxima semana.

Iraque

Na entrevista coletiva, Bush também voltou a defender o discurso que fez na posse, de "levar democracia e liberdade a outras partes do mundo". "Estou ansioso por liderar o mundo nesta direção", afirmou.

Sobre as eleições deste domingo no Iraque, o presidente disse acreditar que a maior parte dos iraquianos vá comparecer às urnas, apesar da violência no país, mas admitiu que uma parte deles se sentiria intimidada. “Peço que todas as pessoas votem. Peço que desafiem esses terroristas”, afirmou.

Na política doméstica, Bush confirmou que pretende reformar o sistema de Seguridade Social, "que está falido", na avaliação dele.

Ele também reafirmou a promessa de reduzir pela metade o déficit fiscal em cinco anos, embora os números divulgados ontem pelo governo indiquem a previsão de um déficit recorde de US$ 427 bilhões, e confirmou que vai introduzir um projeto para reformar a lei de imigração para permitir a entrada de trabalhadores estrangeiros, que hoje tentam cruzar a fronteira ilegalmente.

Bush disse que vai detalhar seus planos para os próximos meses no discurso do Estado da União, na próxima semana, e que em seguida vai viajar para "quatro ou cinco Estados" para explicar seus projetos à população.

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