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'Lógica indica' seqüestro de brasileiro, diz embaixador

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A "lógica indica" que o funcionário brasileiro da Odebrecht desaparecido no Iraque na quarta-feira tenha sido seqüestrado, disse à BBC Brasil o embaixador brasileiro na Jordânia, Antonio Carlos Coelho da Rocha.

Mas ele nega que tenha recebido qualquer informação da construtora Odebrecht, que está concentrando as informações sobre o caso.

"Quando houve o incidente, eles (da Odebrecht) me ligaram dizendo que o comboio em que eles (funcionários da empresa) estavam tinha sido atacado e que havia um brasileiro desaparecido."

"Então, a conclusão a que se chegou por causa do ataque é que havia sido um seqüestro", disse Rocha.

Sigilo

"Hoje eu passei o dia ligando, tentando obter alguma informação, alguma confirmação e não consegui nada", acrescentou Rocha.

Procurada pela BBC Brasil, a Odebrecht no Brasil também se recusou a comentar se houve algum contato por parte dos seqüestradores e se houve pedido de resgate.

O nome do desaparecido está sendo mantido em sigilo, segundo a empresa, por razões de "segurança".

De acordo com o Itamaraty, a Odebrecht quer concentrar as informações e eventuais negociações e pediu ao Itamaraty que se afastasse do caso.

Em um comunicado, a OAB pediu que o governo brasileiro participe "nas gestões para esclarecimento - e também para libertação - do seqüestro do engenheiro da construtora Norberto Odebrecht".

"Trata-se de um brasileiro e, portanto, deve ser questão de Estado resolver esse caso, em que é preciso o concurso da diplomacia brasileira", disse o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Edísio Simões Couto.

No final da tarde desta sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores disse rejeitar as críticas da OAB.

"O Itamaraty rebate enfaticamente qualquer crítica que se baseie em omissão na atuação do ministério", disse um porta-voz do ministério à BBC Brasil.

"O Itamaraty, desde o início, vem acompanhando o caso e está em contato direto com a empresa Odebrecht, que solicitou que, nesse primeiro instante, a empresa ficasse à frente do caso."

Mortes

"Não houve nenhum pedido de auxílio tanto por parte da família quanto por parte da empresa", disse o Itamaraty.

O funcionário da Odebrecht foi sequestrado depois que o carro em que viajava foi atacado na quarta-feira, perto da cidade de Beiji, no norte do Iraque.

Segundo informações das tropas americanas em Tikrit, um iraquiano e um britânico que trabalhavam para a empresa de segurança britânica Janusian também morreram no ataque.

Na quinta-feira, um comunicado atribuído ao grupo islâmico Exército de Ansar Al-Sunna assumiu um ataque e seqüestro na região de Beiji em que teriam morrido um sueco e um britânico.

O comunicado não menciona nenhum brasileiro, mas há algumas semelhanças entre as duas versões.

A construtora Odebrecht participa da reconstrução de uma usina termelétrica na região.

Depois do ataque, o chefe das operação da empresa no Iraque, Glaibor Faria, disse que os empregados no Iraque seriam retirados do país.

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