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Atualizado às: 18 de janeiro, 2005 - 13h17 GMT (11h17 Brasília)
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Cientistas americanos criam o primeiro robô com músculos

O robô criado pelos cientistas
Pelo microscópio pode-se ver a estrutura se movendo
Cientistas criaram nos Estados Unidos robôs minúsculos que recebem energia dos músculos.

Os aparelhos foram criados por meio do "crescimento" de células de ratos em chips microscópicos de silício, segundo relatório sobre a experiência publicado na revista Nature Materials.

Os robôs têm menos de um milímetro de comprimento e podem se mover sem a ajuda de nenhuma fonte externa de energia.

O trabalho é um exemplo surpreendente do casamento da biotecnologia com a nanotecnologia.

Nesta última, os cientistas com freqüência buscam inspiração na natureza.

Matéria-prima

Mas o cientista Carlo Montemagno, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, usa a natureza não como fonte de idéias, mas como matéria-prima para suas experiências.

No passado, ele criou nanomotores rotativos a partir de proteínas geneticamente modificadas.

Agora ele criou tecido muscular dentro de minúsculos esqueletos robotizados.

A equipe de Montemagno usou células cardíacas de ratos para criar um aparelho muito pequeno que se move sozinho quando as células se contraem.

Um segundo aparelho se parece com um par de pernas de sapo minúsculas.

"Os ossos que estamos usando são ou de plástico ou de silício", diz o cientista.

"Então fizemos estas estruturas realmente fnas que mecanicamente têm articulações que as permitem se mexer e se dobrar."

"E então, por meio da manipulação em nanoescala da superfície química, o músculo recebe a deixa para dizer, 'Ei, eu quero me ligar a este ponto, e não a outro'. E então as células se juntam e passam por uma mudança, e de fato formam um músculo."

"Daí você tem um aparelho que possui um esqueleto e músculos que lhe permitem se mexer."

Com a ajuda de um microscópio é possível ver o aparelho se mexer com seus dois "pés".

Montemagno diz que músculos como estes poderiam ser usados em uma série de equipamentos microscópicos.

Vida

Mas será que as células anexadas ao silício estão vivas?

"Elas estão totalmente vivas", diz o cientista.

"Quer dizer, as células na verdade se desenvolvem, multiplicam-se e se juntam, formando uma estrutura. Então o aparelho está vivo."

A idéia tem tudo para desagradar aqueles que já têm um pé atrás com relação à nanotecnologia.

Mas Montemeagno diz que faz sentido integrar as soluções que a natureza encontrou após bilhões de anos de processo evolutivo aos últimos avanços tecnológicos.

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