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Doações às vítimas do tsunami chegam a US$ 3 bi | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As doações para as vítimas dos tsunamis chegaram a US$ 3 bilhões, depois que a Austrália e a Alemanha anunciaram o aumento de suas contribuições para cerca de US$ 700 milhões cada. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, afirmou nesta quarta-feira que também irá aumentar sua doação, mas não divulgou o valor. Jan Egeland, chefe da ajuda humanitária da ONU, disse que as doações "eram incríveis". "Estamos agora recebendo promessas de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões o que demonstra que o mundo está se unindo de uma forma que nunca foi vista antes", comentou Egeland. Quando lhe perguntaram se esses aumentos das doações não seriam uma competição entre os países ricos, Egeland afirmou que as contribuições eram resultado das imagens que o mundo está vendo na televisão. No entanto, ele alertou que se o dinheiro doado pela comunidade internacional não for adicional aos fundos de ajuda humanitária regulares, isso poderia significar a destruição dos programas de assistência na África. Ele teme que programas como aqueles existentes no Congo possam ser prejudicados porque os recursos seriam concentrados nos países atingidos pelo maremoto. Controle Ainda não está claro como esses US$ 3 bilhões serão administrados para chegarem, de fato, às vítimas dos tsunamis. Nesta quinta-feira, uma conferência em Jakarta, na Indonésia, discutirá esse assunto. Mas o primeiro-ministro australiano, John Howard, disse que quer controlar as doações feitas por seu país. "Temos a responsabilidade de garantir que esse dinheiro chegue aonde deve chegar", disse. E não são apenas os países ricos que estão fazendo doações aos sobreviventes do maremoto. Nações pobres como Coréia do Norte, Argélia e Eslováquia também estão entre os 40 países que prometeram doar dinheiro aos sobreviventes. FMI Também nesta quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que irá participar da conferência em Jacarta a fim de avaliar o impacto macroeconômico nos 12 países atingidos pelo desastre ocorrido no dia 26 de dezembro. A instituição ainda colocou à disposição dos governos US$ 1 bilhão, que seriam concedidos a partir da linha de financiamento para assistência emergencial em casos de desastres naturais. |
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