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Diego Hypólito: 'Foi a melhor série que já fiz'. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Diego Hypólito fez história neste sábado ao conquistar o ouro no solo na grande final da Copa do Mundo de Ginástica Artística, que acontece neste fim de semana na cidade inglesa de Birmingham. Ele foi o primeiro ginasta brasileiro a conquistar vaga em uma final de Copa do Mundo. Já não bastasse este feito, levou uma medalha na estréia. Quarto atleta a se apresentar no National Indoor Arena, a série do irmão mais novo de Daniele Hypólito foi muito aplaudida pelo público. “Eu fiz uma série muito boa, foi a melhor que eu já fiz”, disse Diego Hypólito, que estava usando um novo uniforme inspirado no da seleção brasileira. “A gente quis fazer uma coisa mais Brasil mesmo, a gente idolatra nosso país. Então cada vez tem de ser mais brasileiro, mostrar as cores do nosso país.” Favoritos Diego, de 18 anos, recebeu 9,737 pontos e ficou na primeira colocação. A medalha de prata foi para o japonês Isao Yoneda, ouro por equipes em Atenas, com 9,550 pontos. Em terceiro lugar ficou o húngaro Robert Gal, que marcou 9,537. O ginasta brasileiro era um dos favoritos na prova. Ele ganhou o ouro nas últimas quatro etapas da Copa do Mundo, no Rio de Janeiro, em La Serena (Chile), em Glasgow (Escócia) e em Ghent (Bélgica). “Foi penta igual ao futebol, quinto título seguido no solo”, disse Renato Araújo, técnico do Diego há dez anos. O maior rival do brasileiro, o romeno Marian Dragulesco (prata em Atenas), ficou em quinto lugar com 9,362 pontos. Com 20 segundos de apresentação, Dragulesco saiu do tablado, o que representou uma penalidade de 0,10 ponto. Medalhas Qualquer erro nesta final é fatal, já que, ao contrário do que acontece nos outros eventos de relevância internacional, não há fase classificatória. Os ginastas fazem apenas uma apresentação, e a nota recebida é considerada o resultado final. Além dos resultados, outro fator que contribuiu ao status de favorito de Diego foi a ausência de quatro rivais de peso em Birmingham. Entre os ausentes estão o búlgaro Jordan Jovtchev, que está machucado, e o americano Paul Hamm, que alegou ter compromissos em seu país. Jovtchev é atual campeão mundial, pratas nas argolas e bronze no solo em Atenas e lidera o ranking geral da prova. Hamm levou a prata na barra fixa e por equipes, e o ouro no individual geral nas Olimpíadas. Também não estão em Birmingham Kyle Shewfelt, do Canadá, e Igors Vihrovs, da Letônia, números três e quatro do ranking mundial de solo, respectivamente. A grande final reúne os oito melhores ginastas de cada aparelho, levando em conta os rankings de 2003 e 2004. A Copa do Mundo, que teve 11 etapas distribuídas nos últimos dois anos, só perde em importância para as Olimpíadas e o Mundial. Diego ganhou sete das 26 medalhas conquistadas pelo Brasil nesses dois anos. Ele não pôde tentar uma medalha olímpica porque a equipe brasileira masculina não se classificou para os Jogos de Atenas, e ele não obteve vaga no individual geral. O brasileiro volta ao local de competição neste domingo, quando tenta uma medalha no salto sobre o cavalo. “Amanhã é mais difícil para o Diego, mas de vez em quando ele belisca uma medalha”, afirmou o técnico Renato Araújo. Também no domingo, Daiane dos Santos e Daniele Hypólito competem no solo, e Daniele ainda tenta subir ao pódio também na trave. |
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