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Ministro britânico defende 'Plano Marshall' para países pobres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Fazenda da Grã-Bretanha, Gordon Brown, defendeu a adoção de um novo “Plano Marshall”, promovendo o desenvolvimento em países pobres, a exemplo do que foi implantado na Europa após a Segunda Guerra Mundial. Brown disse que o projeto será apresentado quando a Grã-Bretanha ocupar a presidência rotativa da União Européia e do G-8, no ano que vem. Em entrevista à BBC, Brown disse que esse novo plano incluiria facilidades de financiamento internacional, com o objetivo de dobrar a ajuda humanitária para US$ 100 bilhões por ano. "Seria efetivamente um novo Plano Marshall para o mundo, um novo acordo entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento", disse Brown. O ministro disse ainda que gostaria que o G-8 cumprisse a meta de gastar 0,7% do PIB em ajuda externa. Comércio Entre os pontos considerados chaves por Gordon Brown está o cancelamento da dívida dos países pobres. “Nós precisamos de mais recursos, aliados a avanços no comércio e o no cancelamento de dívidas, se queremos enfrentar problemas relacionados à saúde, ao analfabetismo e à pobreza, particularmente na África”, disse o ministro. Gordon Brown disse que a política agrícola da União Européia vem agravando as desvantagens competitivas dos países pobres, mas que alguns acordos estão sendo firmados para acabar com os subsídios a exportações. O ministro da Fazenda britânico ressaltou que muita coisa tem sido feita para cancelar a dívida dos países em desenvolvimento nos últimos sete anos. Mas, com 30 mil crianças morrendo todos os dias por causas que poderiam ser evitadas, um esforço maior precisa ser feito, afirmou Brown. Os países do G-8 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Canadá e Rússia) fizeram um acordo em 1970 para gastar 0,7% do PIB em ajuda humanitária. Mas, 34 anos depois, nenhum integrante do G-8 ainda cumpre o acordo. Muitos países ainda nem planejaram como e quando vão implementar o acordo. |
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