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Lula vê apoio chinês a ambição do Brasil na ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na noite desta sexta-feira que o governo brasileiro acredita que receberá um apoio da China para que o Brasil entre como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, em uma eventual reforma do órgão. “Ouvi com satisfação do presidente (da China) Hu Jintao palavras de estímulo a que o Brasil desempenhe um papel maior no cenário internacional, particularmente no âmbito das Nações Unidas”, declarou Lula no discurso feito durante o banquete oferecido no Palácio do Itamaraty a Hu Jintao. “Entendemos ser essa uma manifestação favorável a que o Brasil participe como membro permanente dos trabalhos de um Conselho de Segurança reformado.” Pelo menos publicamente, o presidente chinês não fez referências às ambições da diplomacia brasileira de participar permanentemente do Conselho. Questão de momento Nem mesmo o Haiti, onde a China participa com tropas na força de paz das Nações Unidas lideradas pelo Brasil, mereceu uma menção explícita. “No cenário internacional, o Brasil fez positivas contribuições para defender a paz mundial e promover o desenvolvimento conjunto” disse o presidente chinês na breve referência que fez à posição do Brasil nas relações internacionais, discursando logo após Lula no início do jantar. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que a participação do Brasil no Conselho de Segurança "foi uma questão colocada com os chineses” nesta sexta-feira. “A maneira como o presidente Hu Jintao falou foi muito positiva, dizendo que vê com bons olhos a participação crescente do Brasil no cenário internacional e que apoia, ou aprecia, digamos, os esforços do Brasil para ser membro permanente do Conselho de Segurança. Essas foram as palavras dele na conversa. Nós interpretamos isso como um apoio", explicou. Segundo fontes do Itamaraty, a declaração de Lula no discurso durante o jantar foi uma forma de agradecer esse "apoio" manifestado na conversa entre os dois presidentes, e o respaldo oficial chinês virá "no momento certo". Conversando com a BBC Brasil nesta semana, Cheng Li, professor de Ciências Políticas da Universidade Hamilton, no Estado de Nova York, disse que a China deve se manifestar a favor de uma vaga permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, mas isso pode ter um preço. "Quando apresentar formalmente sua candidatura, o Brasil deve receber o apoio da China. Em troca, a China deve pedir uma posição mais firme do governo brasileiro contra a independência de Taiwan", disse. O assunto tem desdobramentos nas relações comerciais do Mercosul com o gigante asiático, porque o Paraguai é um dos poucos países que tem relações diplomáticas com Taiwan, mas não com a China. |
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