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Piche pode explicar conservação das múmias do Egito | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O uso de piche pode ter sido um dos segredos da preservação das múmias egípcias, de acordo com pesquisadores. Um grupo de cientistas das universidades A&M do Texas e de Alexandria descobriu que a substância, originada em infiltrações naturais de petróleo, era utilizada pelos mumificadores egípcios. Os cientistas dizem que os egípcios já pareciam conhecer as propriedades de vedação do piche e o usavam para impedir que a umidade passasse pelos envoltórios, danificando o corpo da pessoa mumificada. Os resultados da pesquisa serão divulgados na próxima edição da revista especializada Journal of Geoarchaelogy. Rotas comerciais Os cientistas também acreditam que os antigos usavam o piche para alimentar o fogo em fábricas de vidro. As descobertas foram feitas durante escavações na área do Canal de Suez. Os resquícios de piche foram encontrados em múmias que datam de 900 A.C., e as amostras coletadas foram comparadas com as de infiltrações naturais de petróleo. “Os egípcios provavelmente sabiam mais sobre mumificação do que qualquer outro povo no mundo na época, e o uso de piche parece ser um processo importante em seus esforços de preservação”, afirma Mahlon Kennicut II, um dos cientistas que participaram da pesquisa. As descobertas feitas no Canal de Suez, segundo ele, também indicam para a possibilidade de que rotas comerciais usadas pelos egípcios fossem mais antigas do que se pensava, já que parte do piche utilizado parece ter sido trazido de lugares que ficam a centenas de quilômetros da região do canal. |
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