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Fujimori diz que voltará ao Peru para ser candidato | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente peruano Alberto Fujimori afirmou que quer voltar ao Peru para participar da eleição presidencial em 2006. "Minha decisão é retornar ao cenário político do Peru e participar das próximas eleições gerais de 2006", disse o ex-líder peruano. Fujimori se mudou para o Japão há quase quatro anos, após ter renunciado ao cargo de presidente em meio a acusações de envolvimento em um escândalo de corrupção e em crimes praticados por um grupo de extermínio. Em resposta às perguntas de leitores do site BBC em espanhol, o ex-presidente disse que tem o apoio de pelo menos 30% do eleitorado peruano. "Tenho um compromisso político e moral com os fujimoristas e independentes que desejam que eu presida um novo governo, um governo de paz, ordem, progresso e autêntica justiça social", afirmou. Estratégia Questionado sobre como iria voltar à vida política, já que o Congresso do Peru o proibiu de se candidatar a qualquer cargo público durante dez anos, Fujimori disse que a "suposta inabilitação política é um tema controverso". "Do nosso ponto de vista, a origem desse impedimento não é o produto da legalidade, mas, sim, de uma manobra política", comentou. O ex-presidente afirma que mais de 30% dos peruanos querem a sua volta ao poder e que é vítima de "uma campanha de demolição da imagem com base em dezenas de acusações infames". Fujimori se refugiou em Tóquio em novembro de 2000, quando renunciou ao cargo de presidente por carta e abandonou o país em meio a uma grave crise política. "Decidi ficar no Japão e renunciar daqui em defesa da minha vida e contra a vingança política que eu via vir", disse o ex-líder peruano. O Japão, que concedeu dupla nacionalidade a Fujimori, recusou os pedidos de extradição da Justiça peruana para que o ex-presidente fosse julgado pelos crimes de que é acusado. Em uma de suas recentes tentativas de regressar à arena política, Fujimori foi indicado neste ano como candidato de um grupo chamado 'Sí Cumple'. O Tribunal Nacional Eleitoral do Peru, no entanto, invalidou o novo partido porque a entidade não teria cumprido os requisitos para se registrar à próxima eleição presidencial. |
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