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Diretor da AIEA defende Irã de acusações nucleares | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed El-Baradei, disse nesta sexta-feira que não há sinais de que uma instalação iraniana, considerada suspeita pelos Estados Unidos de abrigar atividades nucleares irregulares, esteja de fato sendo usada para tais fins. O governo iraniano já havia negado que a instalação, na localidade de Parchin, pudesse estar sendo usada para atividades com a produção de material que poderia ser usado em uma bomba atômica. Em entrevista à BBC, Baradei disse que não há indícios de perigo imediato quanto ao programa nuclear iraniano. Baradei também se disse a favor de que prossigam os esforços diplomáticos em relação à questão. Também nesta sexta-feira, o chefe da delegação iraniana na AIEA, Hossein Mousavian, disse à BBC que está disposto a dar mais garantias ao órgão de que o programa de enriquecimento de urânio do Irã terá fins pacíficos. Resolução Os Estados Unidos, juntamente com a França e a Alemanha, apresentaram à AIEA uma proposta de resolução pedindo que o Irã paralise todas as suas atividades de enriquecimento. O esboço também prevê a imposição de um prazo ao Irã para que o país cumpra as determinações da AIEA, mas deixa em aberto quais seriam os próximos passos a ser tomados pelo órgão se o Irã não colaborasse. No entanto, outros países que estão no conselho diretor da AIEA até o momento não se mostraram inclinados a aceitar a resolução e o Irã insiste que tem objetivos pacíficos. A resolução deve ser analisada neste sábado pelo conselho. |
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