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Ativistas usam games como veículo de mensagens políticas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A internet tem sido há algum tempo uma ferramenta essencial para ativistas políticos, mas a novidade agora são os games com mensagens políticas. No site do grupo italiano ChainWorkers, batizado de Molleindustria (ou "indústria suave"), o internauta pode participar de uma manifestação virtual de 1º de maio em que é possível aumentar o número e controlar o tipo de manifestantes presentes. A Molleindustria é conhecida por seus games, que procuram ressaltar o que seus criadores chamam de aspectos mais injustos do capitalismo moderno. O jogo Tamatipico dá ao jogador uma equipe de funcionários que ele deve manter satisfeita para que a produção seja mantida. Se o empregado não dorme ou vê TV o suficiente, ele fica doente ou entra em greve. O patrão, entretanto, tem a palavra final e pode demitir o empregado. Estrutura
"A ideologia do jogo é expressa pelas regras internas do jogo, sua estrutura e mecanismos", diz o designer de games Paulo Pedercini. Outro grupo que desenvolve esse tipo de games é o uruguaio Newsgaming. A empresa produziu um jogo chamado 12 de Setembro. Os jogadores caçam terroristas, mas utilizam armas descalibradas, o que torna impossível evitar os danos colaterais. O número de terroristas aumenta a cada disparo errado. No jogo Madri, o jogador clica nas velas para que elas brilhem mais forte. Como toda lembrança, entretanto, elas tendem a se apagar.
Os produtores desses jogos estão desenvolvendo uma contracultura de games. Eles se definem como os últimos de uma série de satiristas políticos que não poupam os que estão no poder. Um de seus alvos principais são os Estados Unidos, principalmente por causa da chamada "guerra contra o terrorismo". Os americanos, no entanto, e em particular os republicanos, também estão utilizando games para conquistar pontos políticos. Eles lançaram recentemente uma versão do jogo Space Invaders , chamada de Invasores de Taxas. Nele, o presidente George W. Bush aparece como a única esperança do contribuinte americano para evitar impostos mais altos. |
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