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Atualizado às: 26 de agosto, 2004 - 01h06 GMT (22h06 Brasília)
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Lula quer que Brasil 'lidere sem imperialismo'

Lula e o presidente do Equador, Lucio Gutiérrez
Lula também se encontrou com o presidente Gutiérrez
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira em Quito, capital do Equador, que o Brasil não deve ser encarado pelos demais países da América do Sul como um vizinho imperialista.

“Não queremos ser vistos como imperialistas, queremos ser vistos como parceiros para desenvolver um continente que já foi rico, que já teve muito ouro, muita prata, mas que levaram tudo e nós continuamos pobres. Mais pobres do
que éramos quando conquistamos nossas independências”, disse o presidente em um almoço com empresários brasileiros e equatorianos.

“A nós interessa que empresas brasileiras se implantem nos países menores, que produzam aqui, ou que trabalhem aqui com parcerias, com empresas do Equador, do Uruguai, do Paraguai”, disse Lula no discurso durante o almoço, ao propor um brinde ao Equador.

E foi no setor de bebidas que Lula buscou um exemplo para ilustrar essa política brasileira de investir nos vizinhos da América do Sul.

“Tomei uma cerveja que a Ambev está produzindo aqui agora, de boa qualidade. Espero que caia no gosto do povo do Equador, mas também tem outras empresas de cerveja aqui, que certamente já estão no gosto dos equatorianos”, disse Lula com bom humor.

Futuro da região

O presidente pediu aos empresários que acreditem no potencial da região e se mirem no exemplo de chineses e europeus para desenvolver a América do Sul.

“Precisamos nos irmanar, pela nossa vontade política, pelo nosso coração e por acreditar que esse continente pode dar um salto de qualidade como deu a China, como deu a união Européia há 50 anos. Precisamos é acreditar em nós”, afirmou Lula.

“Se nós tivermos um pouco de ousadia, o século 21 poderá ser o século da América Latina e da América do Sul."

"Se não tivermos ousadia e ficarmos cometendo as mesmas coisas que fizemos no século 20, ou no século 19, vamos chegar no século 22 ainda sendo uma economia em vias de desenvolvimento. Falta auto-estima aos nossos governantes e aos nossos empresários”, completou.

Antes da reunião com empresários, o presidente fez uma caminhada pelas ruas do centro de Quito para conhecer a arquitetura colonial equatoriana.

No percurso, foi saudado por equatorianos e por alguns brasileiros. Um dos brasileiros foi o gaúcho Éverton Castro, que mora no Equador há seis meses, onde dá aulas de português.

Ele acompanhou o presidente durante todo o passeio, empunhando uma bandeira do PT, tentanto, em vão, atrair a atenção de Lula.

O presidente Lula voltou ao Brasil na quarta-feira e deverá receber o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, em Brasília nesta quinta-feira.

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