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Atualizado às: 25 de agosto, 2004 - 10h47 GMT (07h47 Brasília)
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'La Nación': Maradona diz que clínica é uma 'pocilga'
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A edição desta quarta-feira do jornal argentino La Nación destaca a entrevista do ex-jogador Diego Maradona exibida na noite de terça pela emissora de televisão argentina Canal 9.

De acordo com o diário argentino, Maradona quebrou o silêncio depois de quase quatro meses sem falar publicamente. Com a voz embargada e lágrimas, o astro do futebol reafirmou seu desejo de viajar a Cuba para continuar com o tratamento contra dependência de drogas.

"Estou perdendo por nocaute, lutando contra um juiz que não toma decisões. (A clínica) onde estou é uma pocilga e faz tempo que deveria ter saído de lá", disse Maradona. "Quero ir para Cuba porque lá tenho mais tranqüilidade, posso fazer o que quiser. Estou aqui para que vejam que não sou o monstro que querem pintar."

Na entrevista, o ex-jogador reclamou ainda da falta de segurança na Argentina e disse temer que suas filhas sejam seqüestradas. O La Nación diz que há rumores de que Maradona teria recibido mais de US$ 100 mil para conceder a entrevista ao Canal 9.

Paris liberada

Na Europa, os jornais franceses destacam o aniversário de 60 anos da liberação de Paris da ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial.

O Le Figaro e o Le Monde lembram as famosas palavras ditas pelo general Charles de Gaulle há 60 anos: "Paris! Paris insultada! Paris quebrada! Mas Paris liberada, liberada pelo seu povo!"

O jornal Libération dedica toda a sua primeira página a uma foto de um casal dançando no alto de um tanque e publica a manchete: "O mais livre dos dias".

No entanto, após um parágrafo festivo sobre as comemorações pela data, o diário francês diz que o "fervor" das celebrações de diversos aniversários da Segunda Guerra neste ano "é o sintoma de um profundo descontentamento" com a situação atual.

"Durante os últimos 20 anos, a extrema direita se tornou parte do cenário político e, nos últimos meses, praticamente não se passou nem um dia sem um incidente anti-semita ou antiislâmico", afirma o jornal.

"Nunca um presidente da república celebrou as lições do passado como Jacques Chirac está celebrando agora, em uma tentativa de conter os males do presente", acrescenta o Libération.

Vôlei de praia

Na Grã-Bretanha, o jornal The Independent publica uma reportagem sobre o sucesso do torneio feminino de vôlei de praia nos Jogos Olímpicos de Atenas.

De acordo com o diário britânico, o esporte se consolidou como parte do evento apenas oito anos depois de ter sido incluído nas Olimpíadas. Além disso, acrescenta o jornal, as partidas de vôlei de praia têm lotado as arquibancadas, ao contrário de outros esportes olímpicos tradicionais.

O Independent afirma que o vôlei de praia é a competição mais sexy das Olimpíadas. "Os uniformes reduzidos das jogadoras deixam pouco para a imaginação, dançarinas se espalham pelos cantos, um locutor provoca frenesi no público e um DJ toca músicas agitadas pelo estádio a cada oportunidade", diz a reportagem.

O jornal diz ainda que o fato de o torneio feminino ter atraído maior atenção do que o masculino pode ser atribuído ao fato de que "a vasta maioria de fotógrafos e cinegrafistas, para não mencionar repórteres, é formada por homens".

"A tentação do cinegrafista em dar um zoom na bunda de uma jogadora para mostrar o sinal da atleta para a parceira é claramente irresistível", acrescenta a reportagem.

Chicotadas e choques

Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times afirma que, apesar da derrota para o Paraguai nas semifinais da Olimpíada de Atenas, a seleção iraquiana de futebol tem uma preocupação a menos.

"Mesmo se perderem o jogo de disputa da medalha de bronze na sexta-feira, os jogadores iraquianos não enfretarão chicotadas e choques elétricos", diz a reportagem, em uma referência as punições comuns no Iraque na época do regime de Saddam Hussein.

O diário nova-iorquino diz que os atletas iraquianos carregam um grande peso sobre os ombros ao tentar conquistar a primeira medalha do país desde 1960 e evitar que o sucesso da seleção seja utilizado na campanha pela reeleição do presidente americano, George W. Bush.

De acordo com o New York Times, a equipe iraquiana terá dificuldades para vencer a Itália no próximo jogo e conquistar uma medalha, mas pelo menos, na volta para casa, os jogadores iraquianos não serão vítimas de "tortura e mutilação" por causa de uma derrota.

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