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Vice dos EUA diz que é contra proibição de casamento gay | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O vice-presidente americano, Dick Cheney, afirmou que não é a favor da proibição federal ao casamento gay, em uma aparente contradição à política do presidente George W. Bush. O comentário foi feito durante a campanha eleitoral em Iowa, em uma palestra que tinha na platéia a filha dele, Mary, lésbica assumida. Para o vice-presidente, a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser decidida pelos governos de cada Estado e não pelo governo federal, em Washington. Mas Cheney afirmou que aceita a visão do presidente Bush, cuja oposição ao casamento gay é amplamente conhecida. Filha gay Recentemente, o presidente Bush apoiou uma moção pedindo a proibição federal ao casamento gay, levada adiante depois que alguns Estados começaram a legalizar as uniões do mesmo sexo. A moção foi derrotada quando senadores republicanos se alinharam aos democratas na questão. O vice-presidente disse que ele e a mulher têm uma filha lésbica e, portanto, são bastante familiarizados com o assunto. "Em relação à questão de relacionamentos, minha visão geral é de que liberdade significa liberdade para todo mundo", disse ele. Cheney disse ainda que, historicamente, os Estados decidem "o que constitui um casamento". 'Mensagem confusa' O vice-presidente, no entanto, disse que se trata de uma opinião pessoal, que não tem nada a ver com a política da Casa Branca. As declarações atingem um dos principais pontos da doutrina Bush e devem reavivar o debate sobre a questão, poucos dias antes da convenção do Partido Republicano em Nova York. As declarações foram elogiadas por ativistas gay. Patrick Guerreiro, do grupo lobista Log Cabin Republicans, disse que "foi uma ruptura com o presidente e nos faz lembrar por que o Partido Republicano não deve dividir o país". Mas os setores conservadores criticaram o vice-presidente. "As declarações foram bastante decepcionantes. Para mim, envia uma mensagem confusa para os eleitores. Em que pé está o governo nesta questão?" pergunta Genvieve Wood, do Conselho de Pesquisas de Famílias. |
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