|
Jogo contra Massu vai ser uma batalha, diz Guga | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O tenista brasileiro Gustavo Kuerten disse nesta quinta-feira que sua primeira partida na Olimpíada, contra o chileno Nicolas Massu, vai ser um jogo difícil. "Vai ser uma batalha. Ele é um cara que não entrega nada. Luta até o fim e corre bastante. Ele ganhou de mim no ano passado, mas espero tirar vantagem da minha experiência", disse Guga à BBC Brasil. Em entrevista após o primeiro treino realizado nas quadras do Centro de Tênis do Complexo Olímpico de Atenas, Guga disse que sua principal arma nos primeiros jogos vai ser o saque. "O saque vai ser fundamental nessa quadra que é bem rápida. Prefiro saibro, gosto de quadras mais lentas." O tenista vai ter mais dois dias de treino para se acostumar com o piso sintético das quadras olímpicas. As chaves do torneio de tênis foram definidas em sorteio nesta quinta-feira, enquanto os brasileiros treinavam. Estréia Guga, Flávio Saretta, André Sá e o técnico Larri Passos desembarcaram em Atenas na madrugada desta quinta-feira. Os quatro foram ao Centro de Tênis no final da manhã para visitar o local e tentar conseguir uma quadra para treinar. Os tenistas bateram bola por cerca de uma hora e meia. Nesta sexta-feira, Sá e Saretta, que fazem sua estréia em Olimpíadas, vão participar do desfile da delegação brasileira na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Guga disse não saber ainda se vai desfilar. "Pretendo participar, vamos ver. Minha prioridade é a preparação, preciso me acostumar com o fuso horário. Passei sete horas nesta noite brigando com o travesseiro para conseguir dormir." O tenista afirmou que uma medalha olímpica seria tão importante para ele quanto os três títulos de Roland Garros. "Não trocaria nenhum dos dois por nada. Uma medalha é um sonho, consagraria a minha carreira de uma forma diferente." A delegação de tênis nas Olimpíadas poderia ter sido a equipe que representou o Brasil na última etapa da Copa Davis. Mas Guga, Saretta e Sá acabaram se desentendendo com a Confederação, não representaram o Brasil, e a equipe, sem a presença dos jogadores mais experientes, acabou perdendo para o Paraguai na Davis. Guga disse que vê o fato de estar em Atenas como uma vitória pessoal. "A gente estava lutando a favor de um ideal naquele assunto da Copa Davis. É claro que gostaria de representar o Brasil na Copa Davis, mas no momento estamos limitados às Olimpíadas, que são de quatro em quatro anos", disse ele. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||