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Único condenado pelo 11/9 volta a ser julgado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Começou em Hamburgo, na Alemanha, o novo julgamento de Mounir al-Motassadeq, a única pessoa condenada até o momento por envolvimento nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A realização do novo julgamento foi decidida depois que a Suprema Corte alemã reverteu a condenação do estudante marroquino de 30 anos, em março. Na primeira audiência, Al-Motassadeq atrasou todos os procedimentos ao chegar atrasado ao tribunal. Alto, magro, com uma barba negra e vestido todo de negro, ele se mostrou calmo, conversando com seus advogados e estudando anotações a respeito de seu caso. Células O juiz começou lembrando o papel desempenhado pelas chamadas "células de Hamburgo" da Al-Qaeda nos atentados de 11 de Setembro. Também foram repassadas as acusações contra Al-Motassadeq, que, segundo elas, teria prestado ajuda logística à operação. Mas o juiz também lembrou que testemunhas-chave, como Ramzi Binalshibh, um suposto membro do grupo que está preso nos Estados Unidos, ainda não prestaram depoimento. Os promotores querem que Binalshibh deponha para "dirimir qualquer dúvida" a respeito do envolvimento de Al-Motassadeq nos atentados. Já os advogados de defesa argumentam que, com base no que se viu na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, não há nenhuma garantia de que Binalshibh não tenha sido torturado. Eles dizem que não há a menor possibilidade de um julgamento justo e por isso seu cliente deveria ser libertado. |
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