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Triunfo do Brasil na OMC fortalece campanha contra subsídios, diz 'Financial Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A decisão da OMC (Organização Mundial do Comércio) de condenar os subsídios da União Européia aos produtores de açúcar do bloco europeu deve fortalecer os países exportadores agrícolas que pedem a redução dos incentivos à agricultura nos países ricos, de acordo com o jornal britânico Financial Times. A reportagem do diário afirma ainda que a "decisão deve ter um impacto nas negociações comerciais da Rodada de Doha e nos planos para um acordo de comércio bilateral entre a União Européia e o Mercosul". A decisão da OMC também é destaque em outros jornais. O New York Times diz que o resultado do processo foi o "segundo triunfo" comercial do Brasil em menos de dois meses. O primeiro teria sido uma outra decisão da OMC, em junho, contra os subsídios do governo americano à produção de algodão. O espanhol El País segue o mesmo tom para dizer que o Brasil "saiu triunfante" de mais uma disputa comercial, mas lembra que a decisão anunciada na quarta-feira "é só o primeiro passo de um grande processo judicial", que ainda depende da confirmação da OMC e está sujeita a uma apelação da União Européia. Agosto, mês do desgosto O New York Times também publica nesta quarta-feira uma reportagem em que o correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Larry Rohter, diz que o mês de agosto provoca medo entre os brasileiros e que, para aqueles que acreditam nesta superstição, os presságios para este ano "podem ser especialmente desfavoráveis". O correspondente afirma que a superstição, ilustrada pela rima "agosto, mês do desgosto", tem raízes na literatura e na música popular brasileira. Rohter cita declarações de brasileiros que temem as surpresas de agosto e acontecimentos históricos que reforçaram a crença: como o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, e o acidente que matou Juscelino Kubtschek, em 1976. Por fim, para justificar a impressão de que os supersticiosos estão ainda mais assustados neste ano, a reportagem lembra que 2004 marca o aniversário de 50 anos do suicídio de Getúlio e que o calendário prevê uma sexta-feira 13 agora em agosto. Outro destaque no diário nova-iorquino é a publicação de um artigo assinado pelo cantor Bruce Springsteen em que o músico conta por que decidiu participar de um megashow para defender que o governo do presidente americano, George W. Bush, seja derrotado nas eleições de novembro. "Pretendo me juntar a muitos outros artistas, incluindo Dave Matthews Band, Pearl Jam, R.E.M., Dixie Chicks, Jurassic 5, James Taylor e Jackson Browne, em uma turnê pelo país em outubro", escreve Springsteen. "Nosso objetivo é mudar a direção do governo e mudar o atual governo em novembro." Cartier-Bresson Outro destaque da imprensa internacional nesta quinta-feira é a públicação das reações pela morte de Henri Cartier-Bresson, um dos mais importantes fotógrafos do mundo. O jornal francês Le Monde descreve Cartier-Bresson como "um dos maiores mestres da fotografia do século 20" e uma "importante testemunha de todos os eventos mundiais importantes" no último século. "Este mágico austero combinava as regras da geometria com uma excelente intuição, que permitia que ele registrasse o momento crucial, em todos os lugares e em todas as circunstâncias", afirma o Le Monde. O jornal Libération dedica toda a sua primeira página a uma foto em que Cartier-Bresson aparece atrás da lente de sua câmera no início da carreira. O diário francês publica ainda uma frase do fotógrafo, que dizia: "Não tenho imaginação, eu apenas olho". "Mas ao registrar o mundo em suas fotos", diz o Libération, Cartier-Bresson "sabia que estava continuando, em seu próprio século, a busca sem fim do artista para roubar uma centelha de vida do tempo e do espaço." |
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