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Atualizado às: 03 de agosto, 2004 - 11h23 GMT (08h23 Brasília)
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Bush limita poder de diretor de inteligência, diz 'New York Times'
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O jornal americano The New York Times publica nesta terça-feira um editorial em que acusa o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de limitar os poderes do futuro diretor nacional de inteligência, apesar de ter aceitado a criação do cargo.

"A manobra burocrática de Bush quanto ao cargo de diretor de inteligência é a mesma que ele usou para o cargo de diretor de segurança interna", afirma o diário nova-iorquino, no editorial intitulado "A solução errada de Bush".

"Em um momento em que os americanos precisam de uma forte liderança e ações corajosas, o presidente Bush ofereceu soluções esgotadas e meias-medidas burocráticas", acrescenta o jornal.

De acordo com o New York Times, o presidente perdeu a chance de confrontar dois fardos que enfrenta no final de seu mandato: a necessidade de reformar os serviços de inteligência e a "urgência" em reparar a credibilidade do governo quanto à segurança nacional.

Alertas

Apesar das críticas do diário nova-iorquino ao presidente, o governo americano é elogiado em editoriais dos jornais Christian Science Monitor e Los Angeles Times pelos alertas de possíveis ataques contra prédios de instituições financeiras em Washington e Nova York.

Os dois jornais afirmam que desta vez os alertas emitidos pelas autoridades americanas foram mais específicos, o que teria aumentado a credibilidade das recomendações do governo para que a segurança fosse reforçada.

"É um importante sinal em um momento em que o presidente Bush está apoiando o pedido da comissão bipartidária do 11/9 por um diretor nacional de inteligência e um centro nacional de combate ao terrorismo", diz o Los Angeles Times.

A imprensa britânica também destaca nesta terça-feira os alertas do governo americano. O jornal The Times diz que, de acordo com fontes responsáveis pela segurança nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, bancos americanos em Londres poderiam ser alvos de ataques da Al-Qaeda.

Já o diário The Independent reage com ceticismo aos alertas e pergunta em sua manchete se quem está em perigo é a nação americana ou o presidente dos Estados Unidos.

Disney e imigração

Na França, o jornal Le Figaro publica a notícia de que o parque temático da Disney nos arredores de Paris terá pela frente nas próximas semanas um "verão repleto de perigo", apesar de ter conseguido adiar o pagamento de suas dívidas com credores até 30 de setembro.

De acordo com o diário francês, um acordo para a reestruturação das dívidas da Euro Disney é uma "condição necessária para garantir a sobrevivência do parque temático" do grupo.

Na Alemanha, a imprensa local publica as reações às declarações do ministro do Interior, Otto Schily, que defendeu em entrevista ao jornal Sueddeutsche Zeitung a polêmica idéia de que a União Européia crie campos de refugiados no norte da África para os imigrantes ilegais que entram no bloco europeu.

O jornal Die Welt elogia as afirmações do ministro e saúda Schilly como "um homem de julgamento independente". O diário argumenta que a medida seria uma reação à crescente "islamização", primeiro da França, e depois da Alemanha.

Já o Berliner Zeitung critica com ironia a proposta do campo de refugiados defendida pelo ministro. "Essa forma de isolamento não só teria a 'vantagem' de fazer os refugiados desaparecerem, como também causaria o desaparecimento das leis da Europa para refugiados", afirma o jornal.

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