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Los Angeles 1932: A longa viagem do Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em 1932, em meio à Grande Depressão, os Estados Unidos tiveram a sua segunda chance de sediar uma Olimpíada, dessa vez em Los Angeles. O Brasil chegou à competição com uma delegação de 69 atletas, tendo apenas uma mulher no grupo. No entanto, a participação brasileira foi tumultuada. Sem dinheiro para financiar a viagem da delegação, o governo embarcou os atletas em um navio mercante, junto com 50 mil sacas de café. Em cada porto de parada no caminho a Los Angeles, cada um teria de vender uma cota. O rendimento, porém, ficou abaixo do necessário, obrigando os chefes da delegação a escolher os 45 atletas considerados mais bem preparados. Outros 13 que pagaram a viagem do próprio bolso se juntaram a eles em Los Angeles, enquanto 24 ficaram no navio. Homem de ferro No meio da confusão, um corredor, Adalberto Cardoso, fez história. Inconformado, Cardoso deixou o navio em São Francisco e, entre caminhadas e caronas que duraram 24 horas, conseguiu chegar ao estádio para a prova dos 10 mil metros faltando dez minutos para a largada. Cardoso teve apenas tempo de mudar de roupa, mas correu descalço. Ficou em último lugar, mas foi ovacionado pela torcida, que já sabia de sua história. No dia seguinte, o jornal The Los Angeles Times contou a saga do atleta, batizando-o de "Homem de Ferro". Ao todo, 1.206 homens e 126 mulheres participaram dos Jogos, que incluíram 14 modalidades. |
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