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Paris 1924: O primeiro fracasso brasileiro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Jogos Olímpicos de 1924, em Paris, foram um fracasso para os brasileiros. Depois de estrear com vitórias na Olimpíada de Antuérpia, uma crise financeira na Confederação Brasileira de Desportos quase deixou o Brasil fora da competição. Apenas 11 atletas foram a Paris, e todos voltaram sem medalhas. Os irmãos Edmundo e Carlos Castelo Branco, que viajaram por conta própria, quase ganharam uma medalha ao ficar com a quarta colocação no remo, na classe skiff duplo. Boa preparação Essa Olimpíada estava programada para ocorrer em Amsterdã, mas o barão de Coubertin usou sua influência para trazer o evento de volta a Paris e tentar apagar a imagem de fracasso dos franceses em 1900. Dessa vez, no lugar de estádios improvisados, os franceses construíram novas instalações para as provas. O tênis se despediu dos Jogos como modalidade olímpica, só voltando em 1988, em Seul. Foi também em Paris que se introduziu o lema olímpico "Citius, altius, fortius" ("Mais rápido, mais alto, mais forte"). A Olimpíada de Paris registrou um número recorde de nações participantes. Ao todo, 44 países competiram em 17 modalidades. Pouco mais de 3 mil atletas participaram dos Jogos – 2.954 homens e 135 mulheres. Foram distribuídas 439 medalhas. Nasce o Tarzã O americano William DeHart Hubbard se tornou o primeiro atleta negro a receber uma medalha de ouro em uma prova individual, ao vencer a disputa de salto em distância. Nas piscinas, o americano de origem austro-húngara Johnny Weissmuller ganhou três medalhas de ouro na natação e uma de bronze como parte da equipe de pólo aquático. Oito anos mais tarde, ele se tornaria famoso também no cinema vivendo o personagem Tarzã. |
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