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Estocolmo 1912: Os primeiros cronômetros e o atleta injustiçado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Olimpíada de Estocolmo, em 1912, foi marcada pela proibição das lutas de boxe pelos suecos, o que levou o Comitê Olímpico Internacional (COI) a limitar o poder de decisão sobre os Jogos por parte dos países-sedes. O evento na Suécia também é lembrado por sua organização impecável. Os suecos introduziram o uso de cronômetros elétricos nas provas de atletismo. Também nesses Jogos, as mulheres começaram a participar das competições de natação e saltos ornamentais. O herói Thorpe Em 1912, os organizadores introduziram mais uma modalidade esportiva: o pentatlo, composto de provas de corrida de cavalo, esgrima, natação, tiro e corrida. O americano Jim Thorpe venceu o pentatlo e o decatlo com facilidade, se transformando na estrela dos Jogos. A glória de Thorpe, no entanto, não durou muito. Suas medalhas foram confiscadas porque o atleta foi acusado de ter recebido dinheiro para jogar beisebol na juventude, perdendo assim sua condição de atleta amador, exigida pelo COI. Em 1982, 29 anos depois da morte de Thorpe, o COI perdoou oficialmente o atleta, elegendo-o o melhor da primeira metade do século 20. Horas Os Jogos de Estocolmo também foram marcados pela inusitada duração de algumas competições: a maior corrida de ciclismo já realizada em uma Olimpíada tinha 320 km de percurso, e a semifinal da luta greco-romana entre o russo Martin Klein e o finlandês Alfred Asikainen durou 11 horas. O Brasil, mais uma vez, não participou dos Jogos. Ao todo, 2.359 atletas homens e 48 mulheres compareceram, representando 28 países. Os suecos conquistaram 65 das 309 medalhas distribuídas, entre as 14 modalidades disputadas. |
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