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Grã-Bretanha endurece punição contra ativistas pró-animais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Ministério da Justiça britânico revelou planos para tentar coibir a ação de ativistas contrários a testes com animais que usam táticas consideradas "extremas" contra cientistas. Protestar em frente à casa de alguém como forma de intimidação será considerado um crime punível com cadeia, e os culpados serão proibidos de se aproximar da área por um período de três meses. A medida é anunciada em um momento em que se teme que a economia britânica esteja sendo prejudicada por esse tipo de ativismo. A secretária Caroline Flint, do Ministério da Justiça, disse que a estratégia seria endurecer e modificar as leis existentes, em vez de criar uma nova legislação para lidar com o problema. Exército "Vamos dar mais poder à polícia para combater protestos em frente de casas particulares já que a atividade tem efeito não apenas na pessoa alvejada, mas em toda a sua família", disse ela em um programa de rádio. "Estamos nos referindo a uma campanha de extremistas que atacam pessoas por fazerem um trabalho que é previsto na lei." Ela disse que a Grã-Bretanha tem as leis mais rígidas do mundo para o uso de animais em pesquisa, e as pessoas estão sendo atacadas "por fazerem algo que não é ilegal". Ela negou que o Exército esteja sendo acionado para proteger um novo centro de pesquisa que está sendo construído na cidade de Oxford. Não muda nada Funcionários de laboratórios vêm recebendo ameaças por carta e visitas de ativistas em suas próprias casas. Brian Cass, diretor da Guntingdon Life Sciences, uma das companhias que realizam testes em animais que está na mira dos ativistas, disse que protestos na frente das casas de cientistas causam "uma grande preocupação". "Qualquer estratégia que proíba demonstrações em frente de casas é bem-vinda." Ele afirma que, embora já existam leis para lidar com o assunto, a polícia não enfrenta este tipo de ativismo como uma campanha nacional. A reação entre os ativistas é variada. Andrew Butler, do grupo de direitos dos animais Peta, disse que o governo está perseguindo esses grupos. Já Heather James, da Shac, disse que as medidas não vão causar muita diferença. "Quem descumpre a lei já sabe o risco que está correndo." |
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