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'Novo coração artificial deixa pessoa sem pulso' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma empresa australiana desenvolveu um novo tipo de "coração artificial" que deixa as pessoas sem pulso, segundo informações da revista britânica New Scientist. O VentrAssist, feito pela Ventracor, é implantado ao lado do coração e aumenta a pulsação do ventrículo esquerdo, a principal cavidade do coração, responsável por 90% dos problemas cardíacos. O aparelho deve ser testado clinicamente nos próximos meses na Grã-Bretanha. O VentrAssist tem uma hélice que impulsiona a corrente sanguínea e impede que o sangue fique estagnado, reduzindo o risco de coagulação e, portanto, de infarto. Devido à hélice, o pulso da pessoa que usa o aparelho é substituído por ruído parecido com o som de uma máquina de lavar roupa. Infarto O VentrAssist é um aparelho de assistência ao ventrículo esquerdo, mas foi criado para escapar dos problemas apontados pelos médicos em aparelhos de função semelhante, como a tendência em fazer o sangue parar e coagular, o que pode levar a infartos. Essa característica faz com que os aparelhos sejam usados apenas como último recurso em pacientes que esperam por transplantes. O novo "coração artificial" também é seis vezes menor do que o padrão, com um diâmetro de apenas seis centímetros. Ele tem dois tubos, um que puxa o sangue para o ventrículo esquerdo e o outro que libera o sangue para a aorta, a principal artéria do corpo. Os pacientes recarregam a bateria do "coração" por meio de um fio que fica no abdome. Segundo Steven Tsui, diretor de serviços de assistência cardíaca de um hospital em Cambridge, na Inglaterra, o VentrAssist tem uma vantagem sobre seu único concorrente, um aparelho feito por uma empresa alemã e que já foi aprovado para uso na Europa. Tsui diz que o VentrAssist tem menos possibilidade de prejudicar os glóbulos vermelhos porque ele faz com que o sangue se mova mais lentamente. Em junho de 2003, uma equipe australiana implantou o VentrAssist em sete pacientes. Todos eles tinham uma saúde frágil que não permitia transplante e não poderiam viver mais do que um ano sem a ajuda de aparelhos. Desde o implante, três pessoas morreram, mas as outras quatro estão reagindo bem. "O resultado é surpreendente para o tipo de paciente escolhido", diz Tsui. |
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