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Argentinos dizem que derrota para Brasil foi injusta | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os jornais argentinos lamentam o resultado da Copa América, em que o Brasil derrotou a Argentina nos pênaltis e ficou com o título da competição. A imprensa argentina diz, sem exceção, que a seleção da Argetina foi melhor e que a derrota para o Brasil na final foi injusta. Com o título "Uma punhalada no coração da justiça", o jornal Clarín diz que todos os integrantes do banco argentino já estavam de pé, antecipando a comemoração, quando Adriano empatou o jogo para o Brasil a cinco segundos do fim da partida. O jornal diz que o gol no fim deixou a equipe abatida e, por isso, os jogadores falharam nos pênaltis. Baile O La Nación diz que o atacante Kily González foi a alma da equipe argentina e destaca uma frase do jogador, arrasado com a derrota: "Quando voltei para o vestiário, pensei em deixar o futebol". O jogador diz ao jornal que ficaria de boca fechada se a Argentina tivesse levado um baile do Brasil, mas, segundo ele, faltando 20 minutos para o fim os brasileiros se trancaram na defesa e estavam apenas esperando os pênaltis. Com a manchete "Argentina de ouro", o diário esportivo Olé afirma que a equipe terá outra chance nos Jogos Olímpicos dos quais ela deixou o Brasil de fora. O Olé diz que uma questão de segundos e centímetros impediu que a equipe entrasse para a história com uma campanha perfeita, na qual deu todas as respostas que se exigem de um campeão: goleou quando teve que golear, assimilou uma derrota injusta e soube virar um jogo que necessitava ganhar. O jornal termina dizendo que espera que haja logo a chance de uma revanche contra o Brasil. Terrorismo Na Grã-Bretanha, o destaque dos jornais é uma campanha do governo britânico para aconselhar a população sobre como reagir em caso de ataque terrorista. Um livreto de 22 páginas dá conselhos básicos de primeiros socorros e sobre o que fazer em caso de emergência. O jornal Daily Mirror cita uma entrevista que o ministro do Interior, David Blunkett, afirmou a um programa de televisão da BBC que a população não deve ficar apavorada por causa do livreto. Mas, segundo o ministro, o governo não pode dar "100% de segurança" contra terroristas. O jornal Guardian publica uma reportagem de seu enviado especial a Bagdá em que, pela primeira vez, há um relato do dia-a-dia do ex-presidente iraquiano Saddam Husseim na prisão. Poema O Guardian diz que Saddam está bem de saúde, mas desmoralizado e passa os dias se dedicando à jardinagem, à leitura e a escrever poemas. De acordo com o jornal, Saddam fez um poema sobre seu arqui-inimigo, o presidente americano George W. Bush. A informação foi revelada pelo ministro de Direitos Humanos do Iraque, Bakhtiar Amin, que visitou Saddam na prisão no sábado, mas disse que não teve tempo de ler o poema que o ex-presidente iraquiano fez sobre Bush. O jornal americano The New York Times publica um editorial em que afirma que é fundamental que o padrão observado nos Estados Unidos – onde um melhor tratamento contra o HIV está levando a um aumento no número de pessoas com Aids – não se repita em outros países. O jornal cita um relatório recente do grupo de prevenção Global HIV que fala desse paradoxo, explicado em parte pelo fato de que pessoas doentes que se recuperam com anti-retrovirais se sentem bem o suficiente para retomar as atividades sexuais e, assim, disseminam o vírus HIV. O editorial afirma que deve-se investir mais em prevenção e diz que países como o Brasil, que enfatizam tratamento e prevenção simultaneamente, são um modelo a ser seguido. |
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