BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 22 de julho, 2004 - 12h54 GMT (09h54 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Venda de CDs piratas sobe 9% no Brasil, diz indústria
Loja de CDs piratas no Paquistão
O Paquistão está entre os países onde combate à pirataria é prioridade, segundo IFPI
A quantidade de músicas piratas vendidas no Brasil cresceu 9% em 2003, enquanto o mercado para as músicas vendidas legalmente encolheu 25% no mesmo período, segundo dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês).

No relatório apresentado nesta quinta-feira pela federação, o Brasil aparece como um dos dez países onde o combate à pirataria é prioridade, ao lado de nações como China, México, Tailândia e Espanha.

O relatório afirma que as vendas de CDs piratas somaram US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 13,5 bilhões) em todo o mundo no ano passado, o que representa 15% de todo o mercado de música.

Segundo o documento, o mercado de música pirata é maior do que o de músicas vendidas de forma legal em cada país individualmente, com exceção dos Estados Unidos e do Japão.

Corrupção

A federação atribui o crescimento no mercado de CDs piratas ao crime organizado, à apatia dos governos e à corrupção.

O relatório dá destaque ao fato de que, pouco antes da divulgação das conclusões do Comissão Antipirataria do Congresso brasileiro, a polícia prendeu o comerciante Law Kim Chong, acusado de ser um dos maiores contrabandistas do Brasil.

Chong é acusado também de ter tentando subornar o presidente da comissão, o deputado Luiz Antônio de Medeiros, para proteger seus negócios.

O relatório da IFPI afirma que a comissão parlamentar brasileira revelou o "envolvimento de políticos, juízes, servidores civis e milhares de outras pessoas" na indústria da pirataria.

"O comércio ilegal está financiando o crime organizado, incentivando a corrupção generalizada e custando aos governos milhões de dólares em impostos perdidos", disse Jay Berman, presidente da IFPI.

"A responsabilidade agora está com os governos - e especialmente nos dez países que o nosso relatório aponta como prioritários - para agir decisivamente contra o problema. Isso significa aplicar a lei, sentenças maiores para os piratas, regulação efetiva da fabricação de CDs e, acima de tudo, vontade política para garantir que mudanças reais vão acontecer", afirmou.

Junto com o Brasil, o México aparece com destaque entre os países que até recentemente estavam entre os dez maiores mercados para música vendida legalmente, mas cuja indústria fonográfica e artistas foram amplamente afetados pela pirataria.

A China está em primeiro lugar na lista de valor de vendas piratas, somando US$ 600 milhões. A Rússia vem em seguida, com um mercado avaliado em US$ 330 milhões. Segundo a IFPI, a Rússia exporta CDs piratas para 30 países.

A lista de países onde o combate à pirataria é prioridade, segundo a IFPI, é completada por Paraguai, Paquistão, Rússia, Taiwan e Ucrânia.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade