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Venda de CDs piratas sobe 9% no Brasil, diz indústria | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A quantidade de músicas piratas vendidas no Brasil cresceu 9% em 2003, enquanto o mercado para as músicas vendidas legalmente encolheu 25% no mesmo período, segundo dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês). No relatório apresentado nesta quinta-feira pela federação, o Brasil aparece como um dos dez países onde o combate à pirataria é prioridade, ao lado de nações como China, México, Tailândia e Espanha. O relatório afirma que as vendas de CDs piratas somaram US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 13,5 bilhões) em todo o mundo no ano passado, o que representa 15% de todo o mercado de música. Segundo o documento, o mercado de música pirata é maior do que o de músicas vendidas de forma legal em cada país individualmente, com exceção dos Estados Unidos e do Japão. Corrupção A federação atribui o crescimento no mercado de CDs piratas ao crime organizado, à apatia dos governos e à corrupção. O relatório dá destaque ao fato de que, pouco antes da divulgação das conclusões do Comissão Antipirataria do Congresso brasileiro, a polícia prendeu o comerciante Law Kim Chong, acusado de ser um dos maiores contrabandistas do Brasil. Chong é acusado também de ter tentando subornar o presidente da comissão, o deputado Luiz Antônio de Medeiros, para proteger seus negócios. O relatório da IFPI afirma que a comissão parlamentar brasileira revelou o "envolvimento de políticos, juízes, servidores civis e milhares de outras pessoas" na indústria da pirataria. "O comércio ilegal está financiando o crime organizado, incentivando a corrupção generalizada e custando aos governos milhões de dólares em impostos perdidos", disse Jay Berman, presidente da IFPI. "A responsabilidade agora está com os governos - e especialmente nos dez países que o nosso relatório aponta como prioritários - para agir decisivamente contra o problema. Isso significa aplicar a lei, sentenças maiores para os piratas, regulação efetiva da fabricação de CDs e, acima de tudo, vontade política para garantir que mudanças reais vão acontecer", afirmou. Junto com o Brasil, o México aparece com destaque entre os países que até recentemente estavam entre os dez maiores mercados para música vendida legalmente, mas cuja indústria fonográfica e artistas foram amplamente afetados pela pirataria. A China está em primeiro lugar na lista de valor de vendas piratas, somando US$ 600 milhões. A Rússia vem em seguida, com um mercado avaliado em US$ 330 milhões. Segundo a IFPI, a Rússia exporta CDs piratas para 30 países. A lista de países onde o combate à pirataria é prioridade, segundo a IFPI, é completada por Paraguai, Paquistão, Rússia, Taiwan e Ucrânia. |
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