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Projeto do Brasil para santuário de baleias é rejeitado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma proposta para a criação de um Santuário de Baleias no Atlântico Sul, apresentada por Brasil, Argentina e África do Sul, foi rejeitada nesta quarta-feira durante a 56ª Reunião Anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), em Sorrento, na Itália. Apesar de não conseguir os dois terços de votos necessários para aprovação, a proposta do Brasil obteve maioria simples, de 26 votos favoráveis e 22 contra. O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o aumento do apoio mostra que “cada vez mais países concordam com a proposta brasileira". Capobianco informou que o Brasil irá ampliar e intensificar a negociação com os países da CBI para a criação do santuário, que abrange uma área extremamente importante para a reprodução, amamentação, migração e a alimentação de diversas espécies de baleias. “Compra de votos” A área incluída na proposta do santuário é de cerca de 25 milhões de quilômetros quadrados. Ao leste, o limite do santuário é a costa do Brasil; à oeste, a africana; ao norte, a linha do Equador e ao sul, o Santuário do Oceano Antártico, criado pela CBI há 10 anos. Iniciativa semelhante da Austrália e Nova Zelândia para criar um santuário no Pacífico Sul, que conta com o apoio brasileiro, também não conseguiu votos suficientes da comissão. Organizações não-governamentais presentes ao evento disseram que houve "compra de votos" pelo Japão, país contrário aos santuários, e pediram uma investigação independente sobre o assunto. Impasse O encontro ocorreu em meio a um impasse da Comissão Baleeira Internacional com relação à questão da caça comercial, banida desde 1986. Japão, Noruega e Islândia vêm se colocando à favor do fim da restrição, afirmando todos os anos que a população de baleias já se recuperou o suficiente. Mas adversários da caça, incluindo a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, dizem que a comissão deveria se concentrar na preservação da espécie e em atividades como a observação de baleias. A Comissão Baleeira Internacional foi criada depois da Segunda Guerra Mundial para regular a indústria de caça ao animal. A reunião anual da CBI conta cerca de 350 participantes, entre delegados de governos, observadores de países não membros, organizações internacionais e ONGs. Segundo o Ministério do Meio Ambiente do Brasil, já existem dois santuários aprovados - o da Antártida e o do Oceano Índico. |
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