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Governador do Amazonas promove Zona Franca na Europa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governador do Amazonas, Eduardo Braga, esteve em Londres, nesta quinta-feira, em busca de novos investidores para a Zona Franca de Manaus. Acompanhado da superintendente da Suframa (a Superintendência da Zona Franca de Manaus), Flavia Grosso, Braga tentou desvincular a situação econômica do seu Estado da do resto do Brasil - cujo PIB encolheu 0,2% em 2003 - e mostrar que vale a pena investir na região. Braga argumentou que o Amazonas não foi afetado pela falta de crescimento econômico brasileiro. Segundo ele, o Estado cresceu 4,8% no ano passado, e o pólo industrial de Manaus está crescendo num ritmo de 5 a 8% ao ano nos últimos dez anos. Para chamar a atenção dos investidores estrangeiros para a Zona Franca e divulgar as oportunidades de negócios na região, Braga também anunciou que o Estado deve receber investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Bando Mundial depois de 15 anos de ausência dessas instituições no local. Bancos "Devemos assinar em setembro um contrato com o BID. Os investimentos, de US$ 200 milhões em quatro anos, seriam feitos na área de saneamento de igarapés e recuperação ambiental na cidade de Manaus", diz Braga. "O nosso maior problema hoje no Estado é a questão de rede de esgoto e de rede sanitária, que vamos tentar resolver com os investimentos do BID." O Banco Mundial também deve voltar a investir na região. Um pré-acordo já foi assinado e a apresentação do projeto deve acontecer em junho de 2005. "O Banco Mundial já liberou US$ 1 milhão para trabalharmos no programa voltado para o interior do Estado e que tem o objetivo de gerar emprego e renda, educação, saneamento e saúde", define o governador. O financiamento total, se aprovado, também seria de US$ 200 milhões para um período de quatro anos. Braga afirmou que, ao assumir o poder em 2003, reformulou a política de incentivo fiscal com o objetivo de atrair mais investidores e de aumentar a cadeia produtiva da região. Segundo ele, o parque industrial de Manaus fatura US$ 10 bilhões por ano e exportou US$ 1,3 bilhão em 2003. "Nesse momento, temos US$ 500 milhões de investimentos privados acontecendo no parque industrial da Zona Franca", disse Braga. Já Flavia Grosso enfatizou que o crescimento do pólo industrial de Manaus no primeiro trimestre de 2004 foi de 33%. "O pólo gera mais de 400 mil empregos diretos e indiretos", afirmou. Para 2004, a estimativa de exportações é de mais de US$ 1,5 bilhão. Desenvolvimento sustentável Braga também afirmou que o Estado do Amazonas trabalha para preservar a Floresta Amazônica, assunto que atrai atenção internacional. O governador argumenta que, como o pólo industrial de Manaus gerou muitos empregos, a população deixou de buscar na floresta o seu meio de subsistência. Para ele, "isso tem ajudado a diminuir o desmatamento da Amazônia". Segundo a superintendente da Suframa, para se instalar na região, as indústrias precisam cumprir com as regras de desenvolvimento sustentável da Zona Franca. A política de crédito e de incentivos fiscais está voltada somente para produtos com certificado de sustentação ambiental. "As indústrias não podem causar grandes impactos ao meio ambiente. Todas as fábricas do pólo industrial de Manaus têm um controle ambiental que causam impacto muito baixo", diz ela. O evento em Londres também serviu para divulgar a 2ª Feira Internacional da Amazônia, um evento do governo federal para divulgar o potencial econômico da Amazônia Brasileira e que acontece de 15 a 18 de setembro em Manaus. |
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