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100 anos da morte de Nietzsche Por Lais Mendes Pimentel e Marcelo Crescenti A Alemanha comemora nesta sexta-feira, dia 25 de agosto, o centenário de morte do filósofo Friedrich Nietzsche, autor do clássico "Assim falava Zaratustra". Nietzsche foi uma das personalidades mais controvertidas e marcantes da história alemã graças às suas críticas radicais aos fundamentos da cultura de seu país. Filho de um pastor protestante, Nietzsche nasceu em Rocken, no leste da Alemanha, no dia 15 de outubro de 1864. No livro "Assim falava Zaratustra" - uma de suas obras mais polêmicas - o filósofo desenvolveu o conceito de super-homem. No caso, o super-homem seria aquela pessoa que se liberta da moral e se atreve a viver uma vida coerente com seu destino superior. Comemorações na Alemanha Anos antes de morrer, Friedrich Nietzsche escreveu: "É difícil saber quem eu sou; talvez daqui a cem anos um gênio poderá descobrí-lo". Um século depois da morte do grande filósofo alemão a polêmica em torno de sua personalidade e de sua obra continua. Para muitos, Nietzsche era politicamente incorreto, anti-democrático e machista. Foi ele quem disse: "Se for falar com as mulheres, não esqueça do chicote". Suas idéias foram usadas pelo regime nazista. No entanto, hoje em dia há muita gente que prefere deixar de lado a polêmica e apreciar Nietzsche pela sua verve literária e pelo seu lado visionário, com uma idéia bem clara do futuro. Assassino de Deus Em 1881 ele escreveu, por exemplo, que "o homem do próximo século irá se orgulhar das regras de oferta e demanda". Em 1888 ele previu "guerras como nunca houve antes". Nietzche também foi chamado de "o assassino de Deus" por ter lançado a teoria da criação do homem pelo próprio homem. Hoje, do ponto de vista filosófico, essa discussão é retomada com a clonagem de embriões. Vários eventos comemoram o centenário da morte de Friedrich Nietzsche. Além do obrigatório selo comemorativo, diversas publicações estão sendo lançadas, entre elas biografias e uma coletânea de ditados do filósofo. Uma peça sobre sua vida, "Bad Boy Nietzsche", está sendo encenada em Berlim. A comemoração oficial é em Weimar, cidade da Alemanha oriental aonde Nietzsche morreu em 1900. Apesar de toda a polêmica a Alemanha se orgulha de seu filho ilustre, que dizia de si mesmo: "Eu não sou um homem – sou dinamite". |
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