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Zoellick: Esforço de salvar países ricos prejudica pobres | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse neste domingo que os esforços para incentivar as economias dos países ricos diante da atual crise pode provocar danos graves às nações em desenvolvimento. Em entrevista à agência de notícias Reuters durante uma visita à China, Zoellick afirmou que algumas das medidas já adotadas tornaram ainda mais difícil para os países pobres levantarem fundos nos mercados. Ele disse ainda que a crise econômica também pode levar a uma diminuição na ajuda humanitária. Segundo ele, somado ao desemprego crescente, isso poderia provocar uma nova onda de protecionismo. Zoellick também disse que a grande quantidade de dinheiro injetada nos mercados, para levantá-los, pode criar outro boom como o que gerou a crise atual. 'Desemprego' Na semana passada, o Banco Mundial afirmou que a crise financeira estava pesando sobre as economias em desenvolvimento, prevendo um crescimento de 4,5% para o ano que vem - comparados a 6,3% em 2008. "Esta crise financeira se transformou em uma crise econômica. E no ano que vem, será uma crise de desemprego", disse Zoellick. "Será uma fase extremamente difícil." Segundo ele, a recuperação pode ser atrapalhada se os países tentarem salvar suas próprias economias sem olhar o que está acontecendo com as outras nações. Zoellick elogiou a expansão monetária e os estímulos fiscais nos Estados Unidos e em outros países, mas disse que essas políticas podem levar a novos problemas econômicos no futuro, como orçamentos inflados e uma "montanha-russa" de liquidez. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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