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Atualizado às: 27 de novembro, 2008 - 05h32 GMT (03h32 Brasília)
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Polícia indiana troca tiros com militantes em Mumbai
Destroços de ataque em Mumbai
Polícia diz que atiradores abriram fogo em diversos locais de Mumbai
Forças de segurança indianas trocaram tiros com homens armados que mantêm dezenas de reféns em dois hotéis de luxo em Mumbai (antiga Bombaim), capital financeira da Índia.

Os policiais cercaram os hotéis Taj Mahal Palace e Oberoi Trident desde que homens armados empreenderam ataques na noite da última quarta-feira em sete locais da cidade (inclusive nos dois hotéis). Os atentados coordenados mataram pelo menos 101 pessoas e feriram outras 287.

Segundo informações das forças de segurança, entre os mortos há seis estrangeiros, 14 policiais e 81 indianos.

Não há informações sobre a presença de brasileiros entre as vítimas ou entre as pessoas mantidas como reféns nos hotéis, segundo o vice-cônsul do Brasil em Mumbai, Chateaubriand Chapot Neto.

"Há 40 brasileiros cadastrados aqui, e uma população flutuante de cerca 50, entre turistas e estudantes". "Mas a polícia não informou ainda a nacionalidade dos estrangeiros mortos. Estamos aguardando informações", disse ele à BBC Brasil.

Acredita-se que pelo menos 40 pessoas estejam sendo feitas reféns nos dois hotéis. A situação na cidade ainda é bastante tensa.

Correspondentes afirmam que os policiais não invadiram os locais até o momento talvez por temerem arriscar a vida dos reféns, alguns dos quais são turistas ocidentais.

Há ainda informações não confirmadas de que cinco homens armados fizeram reféns em um conjunto de escritórios no centro financeiro de Mumbai.

Atiradores abriram fogo na noite de quarta-feira em pelo menos sete pontos diferentes da cidade, entre eles, os dois hotéis de luxo (Taj Mahal Palace e Oberoi), a principal estação de trem, um hospital e um restaurante freqüentado por turistas.

Os ataques ocorreram por volta das 23h, no horário local (15h30, horário de Brasília).

Segundo a polícia, quatro suspeitos dos ataques foram mortos e nove foram presos.

Reféns

Parte do hotel Taj Mahal Palace foi destruída por um incêndio.

A polícia afirma que os autores dos ataques estão mantendo dezenas de reféns nos dois hotéis, incluindo estrangeiros.

Uma testemunha afirmou à BBC ter visto um atirador abrir fogo no lobby do hotel Taj Mahal. Ela disse ter visto pessoas serem atingidas antes de conseguir deixar o local.

Testemunhas afirmaram que o alvo principal dos atiradores eram cidadãos americanos e britânicos.

Um grupo até agora desconhecido, auto-intitulado Deccan Mujahedeen, reivindicou responsabilidade pelos ataques em e-mails enviados a várias organizações jornalísticas.

Entre os mortos nos atentados está o chefe do grupo antiterrorista da polícia de Mumbai.

Armas automáticas

"Os terroristas usaram armas automáticas e, em alguns casos, granadas", disse o comissário de polícia do Estado de Maharashtra, AN Roy.

O analista da BBC Andrew Whitehead disse que a reivindicação de responsabilidade do Deccan Mujahedeen, um grupo muçulmano, reforça a suspeita de que os ataques têm relação com radicais islâmicos, mas não elimina suspeitas da relação dos ataques com outros fatores internos na Índia.

Os ataques ocorreram em um momento em que vários Estados indianos, incluindo a Caxemira – palco de disputas entre Índia e Paquistão –, estão em época de eleições.

Ataques

Nos últimos meses, várias cidades indianas foram alvo de ataques a bomba que deixaram dezenas de mortos.

A polícia relacionou a maioria dos ataques a militantes islâmicos. Extremistas hindus também foram presos.

Em julho de 2006, Mumbai foi alvo de uma série de ataques coordenados que deixou quase 190 mortos e mais de 700 feridos. Na ocasião, bombas foram detonadas em trens nos horários de maior movimento.

A polícia indiana acusou a agência de inteligência do Paquistão de estar por trás do planejamento dos ataques de 2006, executados por militantes islâmicos. O Paquistão negou as alegações.

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