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Atualizado às: 25 de setembro, 2008 - 12h18 GMT (09h18 Brasília)
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Japão tem déficit comercial em agosto
Linha de produção de carros no Japão
Queda na demanda por carros japoneses prejudicou exportações
A balança comercial do Japão registrou déficit no mês de agosto com o aumento das importações de petróleo e queda nas exportações.

A situação não é comum na economia japonesa que se caracteriza por uma intensa capacidade exportadora de manufaturados.

Segundo o Ministério da Economia, o país registrou déficit de 324 bilhões de ienes (cerca de US$ 3,09 bilhões) no mês de agosto.

Exceto pelo mês de janeiro, quando as exportações geralmente caem devido aos feriados do final do ano, este foi o primeiro déficit da balança comercial do país registrado desde novembro de 1982.

A notícia aumentou os temores de que o Japão esteja à beira da recessão, pois números divulgados no início de setembro mostraram que entre abril e junho a produção econômica diminuiu a uma taxa anual de 3%, a maior queda em quase sete anos, devido à queda das exportações e da demanda doméstica.

Custos

Os últimos números mostram que o Japão, um país pobre de recursos, foi atingido pelos crescentes preços de matérias-primas.

O aumento de preços de produtos como petróleo, carvão e gás natural elevaram em 17,3% os custos de importação, para 7,38 trilhões de ienes. Apenas os custos da importação de carvão aumentaram 121% e os produtos derivados de petróleo, 64%.

Por outro lado as exportações aumentaram apenas 0,3% para 7,56 trilhões de ienes, principalmente devido à queda da exportação de carros.

Uma queda recorde de 21% nas exportações para os Estados Unidos, que teria sido causada pela atual crise financeira, aumentou ainda mais os temores de uma crise no Japão.

"As informações mostraram que as condições econômicas no Japão e em outros países estão enfraquecendo", afirmou Satoru Ogasawara, estrategista do Credit Suisse.

"A demanda, não apenas dos Estados Unidos, mas também da Europa e do resto da Ásia, está diminuindo e isto deve continuar pelo menos até o fim deste ano fiscal", acrescentou.

Na quarta-feira o novo primeiro-ministro japonês, Taro Aso, foi confirmado no cargo pelo Parlamento e prometeu lançar um pacote com o objetivo de impulsionar a economia do país.

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